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Desconforto térmico influencia notas dos estudantes

Já conhecias a investigação da Universidade de Aveiro?

Flávia Ramalho

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Segundo uma investigação da Universidade de Aveiro (UA), se o ambiente térmico não se situar na zona de conforto térmico, os resultados dos estudantes diminuem 3,9 pontos percentuais por cada grau Celsius a mais. A conclusão é de Mário Talaia, um físico da Universidade de Aveiro.

O investigador do Departamento de Física da UA e autor do estudo explica que ambientes térmicos frios e quentes provocam alterações no comportamento humano.

Ambos os ambientes estão ligados às alterações no comportamento e humor, aumento da distração, aumento da fadiga física, desmotivação, perda de velocidade na realização de tarefas, diminuição do grau de concentração, diminuição da capacidade mental, diminuição da destreza, aumento do tempo de reação e aumento do absentismo”, explica Mário Talaia.

O investigador da UA desenvolveu um modelo que permite avaliar a sensação térmica prevista para um local indoor, seja sala de aula ou outro espaço. E construiu um modelo que permite entender a sensação térmica de trabalhadores e estudantes.

Os resultados obtidos com o estudo de Mário Talaia mostram que os estudantes são influenciados pela temperatura sentida.

Quando a sensação térmica se situa na gama de conforto térmico, os resultados são positivos” – explica o investigador. E acrescenta: “quando a sensação térmica sentida pelos estudantes suscita um ambiente frio ou quente, os resultados dos estudantes nas provas de avaliação, no geral, são negativos, ou seja, inferiores a 50 por cento”.

As conclusões de Mário Talaia, físico da Universidade de Aveiro, podem ser aplicadas a qualquer nível escolar, segundo afirma o próprio.

 

 

[Imagem: Divulgação]

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