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Lazer & Cultura

Artistas juntam-se em homenagem a Duo Ouro Negro

Sofia Rebanda

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No dia 4 de abril, um dos mais emblemáticos grupos angolanos, vai ser homenageado no Museu de Etnologia, em Lisboa e no dia 20 de abril num espetáculo musical de tributo a estes “pioneiros do multiculturalismo”.

Valentim de Carvalho foi o responsável pela edição original do álbum do Duo Ouro Negro, de 1972 – Blackground – e pela Armoniz, selo que assegurou a reedição. Agora será o responsável pelo tributo prestado no Museu de Etnologia, com sessão marcada para as 18h, de entrada livre.

Esta sessão de homenagem aos embaixadores além fronteiras dos ritmos Semba, Merengue e Kwela, conta com a presença de Bonga, Luís N’Gambi, Alcina Santos, Carlos Sanches, Eduardo Nascimento, Fernando Girão, Garda, Odete Cruz e Vum-Vum, figuras que direta ou indiretamente se associam ao Duo Ouro Negro. Os Lavoisier apresentam-se como os responsáveis pela música deste tributo.

Nesta cerimónia inclui-se ainda um debate moderado pelo radialista e investigador João Carlos Callixto e por Mário Lopes, jornalista do Público.

No dia 20 de abril, às 21h30 vai haver um espetáculo de tributo ao Duo Ouro Negro, no salão Preto e Prata do Casino Estoril.

O evento idealizado por Ricardo Santos conta com a produção da Frequentaplauso e atuações dos músicos Paulo Flores, Bonga, José Cid, Shout!, Luciana Abreu, Nelo de Carvalho, Dany Silva e Don Kikas.

Este grupo apresenta um repertório repleto de sucessos. Entre eles, Vou levar-te comigo (1979), Muxima, Eliza, Maria Rita, Amanhã e Kurikutela.
Expressava diferentes culturas nacionais de Angola e as suas atuações incluíam vários traços étnicos. Além de português e das diferentes línguas angolanas, o grupo gravou em francês – como em Sylvie ou Le Palmier. Músicas latino-americanos, de expressão hispânica, brasileiras e até norte-americanas eram incluídas nas suas diferentes digressões que tiveram contacto com a luta pelos Direitos Civis da população negra.

O Duo Ouro Negro teve várias digressões pela Europa, Japão, América Latina, Estados Unidos, Canadá e Austrália, construindo uma carreira internacional, na época comparável à de Amália Rodrigues.

Em 1967, o grupo ganhou a Medalha de Ouro do II Festival da Música Popular do Rio de Janeiro e, em 1972, o Prémio da Imprensa e a Galete d’Argent, no Festival de Kuokke Le Zut, na Bélgica.

 

 

[Foto: Divulgação]

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