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Desporto universitário: Já conheces o estatuto de estudante-atleta?

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Para muitos, conciliar a exigência dos estudos e a disciplina que um desporto exige não é tarefa fácil. De forma a promover uma conciliação tão necessária entre os planos de estudo, de treino e a prática desportiva no ensino superior, foi criado em abril de 2019 o Estatuto do Estudante Atleta do Ensino Superior.

Mas em que consiste este estatuto? O estatuto de Estudante-Atleta abrange:

• atletas de alto rendimento;

• atletas que integrem com regularidade seleções nacionais;

• desportistas que pratiquem em regime de sistema federado;

• atletas do desporto escolar e que pretendam dar continuidade à prática do mesmo no Ensino Superior;

• representantes da instituição de Ensino Superior nas competições de desporto universitário.Assim, a condição de Estudante-Atleta visa estabelecer um apoio legalizado e regulamentado aos desportistas de determinada instituição de ensino superior. Ainda que não pretenda interferir nas regras de cada estabelecimento de ensino, o decreto-lei iguala os direitos que os estudantes têm ao abrigo deste estatuto.

Vantagens do EstatutoD e forma a promover uma maior facilidade aos atletas para conciliarem os estudos, treinos e competições (universitárias e federadas), foram definidos alguns privilégios no que toca a prazos de entrega, faltas, prioridade na escolha de horários, alteração de datas de avaliações e, ainda, a realização de exames em época especial.O Estatuto de Estudante-Atleta pretende sobretudo promover o envolvimento dos estudantes em modalidades desportivas, promovendo o convívio e interação entre alunos e estimulando a prática desportiva em contexto universitário. Bem como, realçar a importância da atividade física e hábitos saudáveis e os seus contributos para o sucesso académico.

 

Catarina Agulhas- Aluna de Psicologia no ISCTE

Atualmente com 20 anos, a atleta pratica judo desde os 10 anos de idade, tendo começado no Real Sport Clube de Massamá, passou pelo Sport Lisboa e Benfica e representa atualmente a equipa dos Leões.

Aquando da sua entrada no ensino superior, a jovem foi convidada a participar nos campeonatos nacionais universitários e uma vez que a modalidade não existe na faculdade, tornou-se judoca do sporting, participando nas competições oficiais promovidas pela FADU.

Catarina revela que o desporto a ajudou a ser uma pessoa mais organizada e lhe conferiu um sentido de responsabilidade muito grande e amadurecimento precoce.

Enquanto desportista foi lhe atribuído o estatuto estudante-atleta, pelo que a aluna que já é cinturão negro consegue conciliar o desporto sem descurar os seus estudos.

“Há uma enorme vantagem em ter este estatuto, tanto na altura de frequências como entrega de trabalhos. No sentido em que se tivermos alguma competição ou mesmo estágio (que nós no judo temos muitos estágios e concentrações a nível nacional) que coincida, há uma maior flexibilidade quanto às datas e disponibilidade por parte dos professores para nos ajudar.”

 

Luís Ganito- Aluno de Finanças Empresariais no ISCAL

Amante do desporto, descreve-se como tendo um “espírito aberto” e por isso desde cedo quis experimentar várias modalidades, desde basquetebol, futebol, rugby, andebol e até mesmo voleibol.

Dentro do contexto universitário, Luís juntou-se à equipa de voleibol da AEISCAL, contribuindo para a subida de divisão e a vitória do campeonato universitário da segunda divisão.

Contudo, a sua grande paixão é sem dúvida o basquete e foi este o desporto que sempre levou mais a sério, por ter praticado durante muitos anos. Por esta razão, ficou responsável por esta modalidade dentro da associação de estudantes, o que lhe conferiu um maior sentido de responsabilidade e espírito de equipa, que o levaram a organizar a AE em prol do desporto.

“O desporto universitário foi um grande complemento à faculdade, acabei por conhecer muitas pessoas neste contexto, que de outra forma não teria conhecido. Enquanto responsável pelo desporto na AEISCAL, o que sinto mais orgulho é ter conseguido juntar centenas de pessoas e irmos todos juntos para a cidade universitária assistir aos jogos para apoiar as nossas equipas e isto fez com que criássemos um grande espírito de união dentro do ISCAL”

O jovem revela ainda que sempre conseguiu conciliar os treinos e jogos com o resto e o estatuto

estudante-atleta também ajudou nesse sentido e tem pena não ter jogado num contexto ainda mais profissional.

 

Francisca Azevedo- Aluna da NOVA Medical School

Nadadora de alta competição durante vários anos, Francisca aliou-se à equipa de natação da NOVA logo no segundo ano de curso, mas devido à exigência e ao tempo de estudo, viu-se obrigada a deixar de lado o desporto enquanto federada e está mais presente atualmente enquanto hobbie.

Apesar de continuar a participar em competições universitárias, como não é atleta de alto rendimento não teve acesso às piscinas durante o período de confinamento o que levou a jovem a sentir-se abatida e stressada. Um bom exemplo de como o desporto tem influência não só na parte física como na parte emocional e mental.

“O desporto para mim, nesta caso a natação era um escape, porque uma coisa que me disseram desde cedo em relação ao curso de medicina foi para não estudar apenas e ter outras coisas com que distrair a cabeça. Para além disso tem uma componente social muito importante e ajuda muito na concentração. Quando eu faço exercício logo pela manha o meu dia é muito mais produtivo e eu própria gosto de me sentir ativa e saudável.

Enquanto estudante-atleta a jovem experimentou também fazer surf, pois gosta muito de desportos aquáticos e teve uma experiência bastante positiva, na medida em que não é uma modalidade tão rígida quanto a natação e é um desporto ao ar livre.

 

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