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Entrevista: Luís Marvão e Patrícia Vieira, os novos VJs da MTV!

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O objetivo do casting era encontrar a nova cara do canal no mercado nacional…. Porém, o talento era tanto que acabaram por ser escolhidas duas!

Passemos às apresentações: Luís Marvão tem 26 anos e é natural de Lisboa. Patrícia Vieira, com 21 anos, veio de Beja. São os novos apresentadores da MTV Portugal e juntam-se agora ao veterano Diogo Dias. Pelo seu lugar já passaram nomes como Filomena Cautela, Luísa Barbosa e Ana Sofia Martins!

Como chegaram até aqui? Foi um processo difícil, tiveram de passar por várias fases?

Luis: Tudo começou quando um amigo me enviou uma mensagem a dizer que a MTV estava a fazer um casting para VJ e que eu devia participar. A ideia inicial era enviar vídeos pelo Whatsapp, mas acabei por não ter tempo de o fazer. Depois, soube que ia haver um casting presencial e fui. Seguiu-se uma segunda fase no escritório, onde tivemos de criar conteúdos. A final durou três dias e passámos por várias provas – desafios que a MTV entendeu que os seus VJS deviam conseguir superar. Senti-me muito bem durante todo o processo. Achei giro, estava a dar-me gozo. Foi isso que me incentivou a fazer melhor. Não coloquei muita pressão em mim. 

Patrícia: Descobri que tudo estava a acontecer enquanto estava a lavar a loiça e a ouvir a Mega Hits. (risos) Fui ao casting presencial na minha faculdade e não achei que fosse algo difícil! Senti que o processo foi bastante natural.

Como foi receber a grande notícia de que eram os vencedores?

P: Soube a notícia quando estava em casa, a estudar com as minhas colegas. Ligaram-me e entretanto elas já se estavam todas a rir de mim, porque eu já só me ria e chorava ao mesmo tempo. Não estudámos mais nessa tarde, claro… O que não foi muito bom, porque depois o exame não correu lá muito bem! Mas pensando bem, o exame que me interessava já estava passado!

L: Fiquei a gritar sozinho quando me disseram. Ainda por cima estava na LX Factory e há lá sempre muita gente. Todos os que passaram ao meu lado devem ter achado que eu era maluco! Tive de parecer minimamente normal ao telemóvel, mas estava super feliz.

Já se imaginavam a fazer algo nesta área?

P: Não me imaginava nada e não tinha qualquer experiência. Até à data do casting! Tinha entrado naquela fase em que começava a pensar o que queria realmente fazer da vida…. Estava a acabar o curso de Relações Públicas – aliás, ainda estou -, mas já tinha a sensação de que não era bem aquilo que queria fazer. Queria algo dentro do entretenimento, mas não sabia bem o quê. Entretanto apareceu o casting e, durante todo o processo, comecei a perceber “Ok, mesmo que não ganhe, já ganhei algo muito bom – que foi descobrir o que quero fazer da minha vida!”. Felizmente consegui e estou a fazer algo que adoro.

L: Já tinha alguma experiência. Tinha feito alguns trabalhos enquanto ator, outros em apresentação e também algumas cenas na Música. Juntar estas três componentes que gosto num só trabalho foi incrível, não podia haver melhor match para mim. Por exemplo, acabei de chegar dos EMA’s e foi uma experiência inacreditável. Passei de ser escolhido para este lugar de apresentador para, em pouco tempo, estar no meio de toda aquela produção, naquele evento gigantesco. Ainda nem consigo descrever!

Desde jovens que já viam MTV?

L: Sempre vi. Desde os vídeos de música, aos Room Raiders, Pimp My Ride, MTV Cribs, toda essa era… Eram os meus programas de eleição.

Se tivessem oportunidade de ter o vosso próprio programa, era sobre o quê? E como lhe chamavam?

P: Era um talkshow. Ia falar muito de celebridades – eu aqui fiquei um bocado conhecida como a “menina da pop culture”, porque sei o que acontece na vida de todas as Kardashians e afins… O meu programa ia seguir esse rumo. Um nome… Keep Up With Patrícia.

L: Gosto muito do programa da Filomena Cautela. Era uma boa base para conseguir tirar inspiração e fazer um programa meu. Adoro a cena do one to one, de estar a falar com uma pessoa.Percebi isso agora, quando fiz os programas do Best Portuguese Act. Realizar todo o trabalho de pesquisa, fazer questões que nunca foram colocadas àqueles artistas… Dar a conhecer o melhor de cada pessoa. Seria muito por aí, o meu programa… O nome… Não consigo dizer agora! Tenho medo que esse nome me assombre num futuro mais longínquo. (risos) Ficamos assim: vai ter um nome que eu agora não sei, mas que na altura vai surgir e vai ser top!

A forma como os jovens se relacionam com a música nos dias de hoje é muito diferente da forma como o faziam antes?

L: Claro que sim. E muito do que tem vindo a mudar na MTV prende-se com isso. Era um canal que passava muita música, muitos clipes. Com o aparecimento do YouTube, já não somos nós a dizer aos jovens aquilo que eles têm de ouvir. São eles a decidir quando e como o fazem. A ligação à música é totalmente diferente, é imediata e mais fácil. Há cada vez mais artistas que acabam por não seguir o caminho normal – de ter uma editora e lançar um álbum – e passam a fazer e produzir as suas próprias músicas. Fazem um clipe com amigos no YouTube e aquilo acaba por atingir uma dimensão totalmente maior do que eles estavam à espera. É a democratização da música no seu todo e é para lá que caminhamos.

P: As pessoas deixaram de se restringir a ouvir música na rádio ou na televisão. Já não têm de esperar que passe aquele álbum para conseguirem gravar na cassete e depois ouvir. Temos muito mais liberdade, muito mais domínio da música. Escolhemos o que queremos ouvir, quando, em que plataformas. Sempre houve uma forte ligação entre as pessoas e a música, devido àquilo que ela nos faz sentir. Hoje em dia, conseguimos escolher esse tipo de conexão. A MTV deixou de ter necessidade de passar música toda a tarde – como acontecia anteriormente – porque existe o Spotify ou outras plataformas de streaming. Mas o que o canal fez foi muito bom! Para conseguir acompanhar os jovens, deu-lhes programas de entretenimento que vão ao encontro daquilo que eles gostam e com o qual se identificam. É desafiante, mas o canal consegue passar isso de forma real. Há um bom equilíbrio: temos programas como o Ridiculousness, que só servem para te rires e não pensares em nada, e outros como o Teen Mom, que falam de problemas reais da nossa geração.

[Fotos: MTV]

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