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Lazer & Cultura

“Zeus” e “Cartas de Guerra”, os grandes vencedores dos Caminhos Film Festival

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5 prémios para o primeiro, 4 para o segundo. Já são conhecidos os nomes distinguidos na XXII edição dos Caminhos Film Festival.

Os filmes Zeus, de Paulo Filipe Monteiro, e Cartas de Guerra de Ivo M. Ferreira, são os que arrecadam mais prémios. O Grande Prémio do Festival Portugal Sou Eu foi atribuído a Chatear-me ia morrer tão joveeem…, de Filipe Abranches, pela atualidade e pertinência do tema, e originalidade do traço do seu autor.

O filme Cartas de Guerra recebeu o galardão de Melhor Longa-Metragem pela recriação poética, literária e humana do avassalador passado colonial português, o Melhor Argumento Adaptado para Ivo Ferreira e Edgar Medina, pela corajosa interpretação do universo pessoal de um dos maiores escritores portugueses. O filme foi ainda premiado com prémio Melhor Som (Tiago Matos e Ricardo Leal), pela complexidade das texturas na recriação de um ambiente de guerra na África Portuguesa, a Melhor Montagem (Alessandro Comodin e João Nicolau), pelo minucioso trabalho de coerência e construção narrativa, e ainda o galardão para Melhor Fotografia para João Ribeiro pela poderosa criação de uma identidade visual de Portugal e das colónias durante a Guerra do Ultramar.

Já o filme Zeus arrecadou 4 galardões nas categorias de Melhor Ator, atribuído a Sinde Filipe pelo compromisso e seriedade na interpretação de uma importante personalidade da História de Portugal, e Melhor Ator Secundário a Miguel Cunha, pela complexa e inteligente composição com que desempenha um retrato fidedigno a uma época. O filme recebeu ainda os prémios para Melhor Caracterização, Sara Menitra, pela qualidade de reconstituição do estilo de uma época, e Melhor Guarda-Roupa para Sílvia Grabowski pelo rigor, a qualidade e a criatividade do guarda-roupa.

O filme Refrigerantes e Canções de Amor arrecadou os prémios para Melhor Banda Sonora Original de Filipe Raposo, pela simbiose entre a música original e as canções que marcaram uma época e geração em Portugal, e Melhor Direção Artística de Artur Pinheiro, pela construção de um divertido imaginário visual que dá cor à realidade.

A lista de galardões da Selecção Caminhos ficou completa com os prémios para Melhor Realizador, atribuído a Rita Azevedo Gomes por Correspondência, pela originalidade da abordagem ao universo da poesia portuguesa. O Melhor Argumento Original, para João Nicolau e Mariana Ricardo por John From, pelo potencial onírico e imaginário descoberto a partir do quotidiano. O Melhor Atriz, para Ana Padrão pelo seu desempenho no filme Campo de Víboras, pela composição intensa e brutal de uma mulher em situação limite. Melhor Atriz Secundária para Elizabete Piecho por O Pecado de Quem nos Ama, pelo retrato pungente, inesperado e transformador de uma mulher numa ruralidade opressiva. O Prémio Revelação, atribuído a Leonor Teles por A Balada do Batráquio, pela coragem, aparente leveza e rebeldia com que aborda um dos temas mais preocupantes da atualidade. Melhor Animação, para José Miguel Ribeiro por Estilhaços, memória das marcas profundas que são transmitidas geracionalmente.

O prémio Melhor Documentário, para Rui Eduardo Abreu, Thierry Besseling e Loïc Tanson por Eldorado, uma viagem crua e despojada pela realidade da emigração e da saudade. Melhor Curta-Metragem foi para Cristele Alves Meira por Campo de Víboras, pela genialidade da abordagem ao universo rude dos inadaptados. Por fim, a Menção Honrosa Curta-Metragem, que foi atribuída a Menina de Simão Cayatte pela originalidade do ponto de vista e pela surpreendente construção narrativa.

[Foto: Organização]

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