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A Tua Revista

Entrevista | Maria Correia, a Mega voz das manhãs

FIlipa Tojal

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Imagem: Cedidas pelo entrevistada
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Espontânea, livre e terra-a-terra, aos 29 anos é uma das principais vozes da rádio Mega Hits. Revelou à Mais Superior que faz questão de acordar as pessoas ‘mal dispostas’ no seu programa semanal Snooze, das 6h às 10h, e que não dispensa a animação de domingo na nova estreia Mega Hits TikTok Radioshow!

O teu sonho de criança sempre foi entreter, mas não soubeste desde logo qual seria a vertente que irias escolher. Em que sentido é que estudar na Escola Artística António Arroio te abriu os horizontes e foi uma mais valia?
Eu sempre quis entreter, é uma consequência da minha personalidade, mas não pensava em ser apresentadora. Sempre estive mais ligada ao lado artístico, e daí também ter andado na expressão dramática. No entanto, fui para a António Arroio, não porque tivesse jeito para desenhar – sou mesmo péssima em artes plásticas – mas sim, pelo ambiente que eu sabia que se vivia, e pela liberdade. Eu sempre quis ser livre para fazer o que me apetecesse, e sentia que na minha escola isso não existia, porque era mais conservadora. Foi na António Arroio, numa disciplina de som que tive, em que tínhamos de fazer muitas reportagens e uma longa metragem, que me comecei a questionar se deveria ter escolhido uma escola mais ligada às Humanidades, e ponderei seguir Comunicação Social, depois de acabar o 12º ano. Portanto, foi que me voltei a aperceber que eu gostava muito da Comunicação, e que as artes iriam estar presentes na arte de comunicar. Foi muito importante para mim tomar essa decisão, e alterar o ship na minha cabeça. Toda a liberdade que encontrei mostrou-me que eu era livre de escolher qual era a melhor área para o meu futuro. Foi imprescindível por me dar a conhecer a importância que as nossas próprias vivências têm na nossa capacidade de trazer conteúdo para aquilo que fazemos. Sou adepta de que a mente aberta e a experiência de vida ajudam a que consigamos encontrar o nosso caminho, e foi graças ao meu secundário que hoje consigo ter esta consciência. 

Depois de concluíres o ensino secundário, entraste na licenciatura de Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica Portuguesa. Quando tomaste essa decisão já sabias tinhas como objetivo trabalhar em rádio?
Não, eu entrei com o objetivo de ser jornalista, ainda que não fosse muito certo, porque no fundo eu achava que o entretenimento era inatingível, uma vez há tão poucos lugares na televisão e na rádio, que se seguisse jornalismo acabaria sempre por ser mais fácil. Associava o jornalismo a uma profissão mais séria e a um trabalho mais bem visto – estava um pouco formatada neste sentido. Mas percebi muito rápido que não queria ser jornalista, depois de um caso prático numa aula na Católica, em tínhamos de imaginar que estávamos a fazer uma reportagem num cenário tipo ‘pós-tsunami’, e existia um dilema moral: ajudar uma criança que víamos que estava a morrer, ou relatarmos apenas aquilo que se passava à nossa volta – em que eu rapidamente respondi que iria ajudar a criança, e todos os que estavam à minha volta começaram a responder que sendo jornalista, me estaria a aproveitar da notícia. Por perceber as respostas dos meus colegas, apercebi-me que essa não seria a minha profissão, apesar de admirar imenso os jornalistas. Só mais tarde, depois de ter a cadeira de Rádio, é que comecei a gostar mais da minha voz, por ser mais grave e um pouco rouca, e comecei a ouvir pela primeira vez que tinha uma voz radiofónica. Aí comecei a ponderar, e depois seguiu-se todo o processo em que realmente passei a adorar a rádio, e comecei a estagiar no Grupo Renascença devido ao protocolo que têm com a Católica.

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