Foste sempre o teu próprio agente? As escolhas passaram por ti.
Sim, fui o meu agente e produtor. Já tive agentes para marcar concertos e espetáculos, mas as decisões foram sempre tomadas por mim.
Na SIC Radical tiveste o Vai Tudo Abaixo.
Exato, desde 2006. Estive lá com o Vai Tudo Abaixo, com os Homens da Luta e os Kalashnikov.
Os Kalashnikov ainda tocaram no Nos Alive e no estrangeiro. Como é que surgiram? Esperam tanto sucesso?
Kalashnikov é uma arma. O projeto surgiu na A Revolta dos Pastéis de Nata. Todas as semanas tinha de apresentar conteúdos novos que tinham de estar ligados com o tema do programa da semana. Numa das semanas, o tema era “Música Portuguesa” e havia um roadie, o Sidão, que tinha um t-shirt que dizia “Kalashnikov” e atrás “World Tour”, com todos os sítios de guerra onde a arma foi utilizada, tal e qual como se a arma fosse uma banda. Pensei, “vou fazer essa banda”, a ideia era só tocar em sítio onde houve guerra, seríamos a banda portuguesa mais internacional de sempre (risos). Foi essa a fantasia que criou o projeto. Lançámos um álbum e tocámos no Nos Alive, no Texas, na Irlanda… Era uma banda sarcástica e haviam pessoas que entendiam mal, que levavam a sério.
https://www.youtube.com/watch?v=CHMXQAN8ihg
E os Homens da Luta? Quando é que surgiram?
No Vai Tudo Abaixo, em 2006, onde levei uma data de personagens que já tinha feito no passado, entre outros que tinha imaginado mas que nunca tinha feito, como os Homens da Luta. Começou comigo e com o meu irmão, éramos personagens que viviam no 25 de Abril, teletransportadas para os dias de hoje. Até chegámos a ir aos Estados Unidos da América (EUA) em 2009, fazer filmagens na campanha do Obama, o meu irmão apertou-lhe a mão e tudo! Esse programa nos EUA não teve muito sucesso em termos de audiências, então houve um período em que a SIC Radical hesitou, e também não havia expectativa de passar para a SIC generalista com o conteúdo que nós fazíamos. Houve um ano de “limbo”, onde tivemos seis meses a fazer Sketches para a Sapo.pt, estávamos muito parados.





































