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Mais de 75% dos estudantes de bootcamps de programação em Portugal conseguem emprego em menos de 90 dias

Hugo Casaca

Publicado há

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Ironhack / The Square

A Escola de formação Ironhack, lídeem formação em tecnologia, produziu um relatório, auditado pela PwC, que analisa as taxas de colocação, a nível global, dos seus cursos de Web Development e UX/UI Design nos primeiros seis meses de 2019. No total, foram considerados 829 alunos, que realizaram bootcamps em regime full-time (9 semanas) e part-time (24 semanas) nas nove escolas espalhadas pelo mundo.

Atualmente, os bootcamps são uma opção com cada vez mais saída para quem quer adquirir novas competências tecnológicas após ter tirado um curso superior ou reorientar totalmente o seu percurso profissional para o universo da tecnologia. A Ironhack constitui, assim, uma alternativa ao sistema de educação formal, contribuindo para fazer face à significativa escassez de talento nesta área que se verifica no panorama nacional, onde a Randstad estima existir um intervalo de 14 a 19 mil vagas por preencher.

Dados globais do relatório indicam que 96% dos alunos concluiu os respetivos cursos, sendo que 70% conseguiu emprego até três meses depois e 89% até seis meses após o término da formação, números semelhantes ao ano anterior que comprovam a necessidade de talento especializado em tecnologia. Entre as empresas que mais contrataram alunos nos nove países onde a Ironhack tem presença, estão a Siemens, o BBVA, a Capgemini e a Indra.

Em Portugal, dados referentes às taxas de colocação do curso de Web Development revelam que a totalidade dos 250 alunos inscritos na escola de Lisboa completaram a formação com sucesso. Destes, cerca de 77% conseguiu emprego na área nos 90 dias seguintes, valor que chega aos 92% quando se consideram os 180 dias seguintes.

“As nove semanas do curso passam a voar, mas, se nos aplicarmos, retemos todas as competências necessárias para conseguir um bom emprego mal terminamos. O modelo de ensino da Ironhack está feito para nos preparar para os desafios do mercado de trabalho”, explica Ana Almeida, aluna do bootcamp de Web Development da Ironhack Lisboa.

De acordo com Álvaro González, diretor-geral da Ironhack Lisboa, “os dados voltam a comprovar como este modelo de educação alternativo permite aos alunos ter, em menos tempo, experiência prática em projetos reais que os ajudam a criar portfólios competitivos e adaptados às necessidades do mercado. Há cada vez mais empresas que recrutam em bootcamps porque estão cientes da qualidade do talento, que possui competências atualizadas que vão muito além de um diploma”.

Relativamente ao curso de UX/UI Design, que não se realizou em Lisboa na primeira metade do ano passado, foram 322 os alunos que optaram por este domínio nos restantes campus da Ironhack (Madrid, Barcelona, Paris, Amesterdão, Berlim, Miami, São Paulo e Cidade do México). Dos que terminaram a formação, 67% encontrou emprego no primeiro trimestre e 86% no primeiro semestre pós-bootcamp.

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