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Entrevista: Moullinex escreveu uma carta de amor à pista de dança

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Depois  de reclamar o seu lugar de honra como artista de referência dentro  da  cena  Disco  global (com  singles  como  Take  My  Pain  Away,  Maniac e Take  a  Chance e remisturas  de  nomes  como  Røyksopp,  Cut  Copy  e  Two  Door  Cinema  Club) Moullinex – alter ego  do  produtor,  DJ  e  músico  Luis Clara  Gomes – lançou, em 2017, o seu terceiro longa-duração. Hypersex é  uma  homenagem  coletiva  à  pista  de  dança, esse local de partilha e de união.

Na antevisão da sua House of Hypersex no Capitólio, o artista falou com a Mais Superior e explicou como pode a música assumir um papel central na vida em comunidade e na aceitação das diferenças do próximo.

 

 

Fazer e produzir música sempre foi o teu objetivo ou surgiu em algum ponto da tua vida como uma rota alternativa?

Foi algo que sempre fiz por paixão. Segui profissionalmente outro caminho, o da Engenharia Informática, até constatar que poderia fazer o que me dava mais prazer e que isso poderia ser uma forma de sobreviver. É um privilégio, de facto.

Quando davas os teus primeiros passos pela indústria musical, quem mais te influenciou?

Muitos dos produtores de electrónica que descobri nessa altura: Aphex Twin, Squarepusher, Amon Tobin… Depois, um pouco mais tarde, Air, Daft Punk e LCD Soundsystem.

Como funciona o teu processo criativo? Precisas de um ambiente silencioso e de uma preparação prévia ou é mais espontâneo? 

O “processo” é diferente de cada vez. Umas vezes flui melhor sozinho, outras acompanhado. Às vezes numas horas tenho um tema, mas há outros que demoram meses. Já aprendi a aceitar que não o posso controlar, por isso o meu processo resume-se a trabalhar muito – para estar pronto na altura em que a inspiração “apareça”.

 

 

Este álbum é uma “carta de amor coletiva à Club Culture”, à tolerância e à aceitação do próximo como um de nós. Como se transmitem esses valores através da música?

A música é um elemento vital numa comunidade. Qualquer comunidade pode definir-se pela sua cultura, e, consequentemente, pela sua música. Aquilo que se cria numa pista de dança, de há décadas para cá, é também uma comunidade. Pessoas diferentes encontram-se e dançam. Dançamos com desconhecidos e deixamos que estes invadam o nosso espaço pessoal, tão vincado noutros aspetos das nossas vidas. A música faz-nos abandonar algumas destas barreiras e, quando damos por ela, crescemos seres humanos. Daí que a veja como um catalisador para coisas bonitas acontecerem.

Com que nomes, nacionais ou internacionais, gostarias de partilhar o palco ou o estúdio?

Felizmente, já partilhei o palco e o estúdio com muitos dos meus ídolos. Mas claro, se estamos a falar de sonhos… Stevie Wonder e Róisín Murphy.

 

 

Quais são as músicas que não faltam na tua playlist e que mais tens ouvido? 

A minha playlist vai sempre mudando muito! Neste momento, estou a ouvir muito os discos novos de Louis Cole e de Jungle.

A aposta da Discotexas na música de dança, é um projeto a manter?

Na Discotexas temos editado a música que gostamos e de pessoas que admiramos. Muitas vezes é dançável, verdade. Como tocamos muito enquanto DJs, tendemos a abrir mais as portas ao House e ao Disco – mas a verdade é que já editámos muita coisa que não dá para categorizar. Deve-se a gostarmos muito de muita coisa!

 

 

Quais são as expectativas para este House of Hypersex no Capitólio? 

Tenho o privilégio de trabalhar com um grupo de pessoas que, tal como eu, quer sempre subir a parada. Esta vez não foge à regra e estamos a trabalhar para fazer o nosso melhor espectáculo de sempre! Vamos ter um ballroom à séria, com juízes e prémios. O concerto de Moullinex vai trazer muitas novidades também. MEERA, colegas da Discotexas, fazem a primeira parte. Fechamos a noite com chave de ouro, com DJ sets de HAAi e Xinobi.

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