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Jovem Conservador de Direita: a entrevista à Mais Superior

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A página de Facebook Jovem Conservador de Direita foi, como já deves saber, eliminada em definitivo do Facebook, depois de ser repetidamente denunciada à rede social como discurso de ódio.

O anúncio foi feito na página pessoal de Frederico Saragoça, ele que é um dos autores deste projeto, conjuntamente com Sérgio Duarte e Bruno Henriques. O humorista critica o sistema de moderação do Facebook e o algoritmo pelo qual se rege, dizendo que é “tremendamente injusto e grave o que se está a passar. Pensem apenas que a vossa liberdade de expressão nesta plataforma está dependente de um algoritmo cego que não analisa devidamente as situações denunciadas e permite que haja censura”.

A página Jovem Conservador de Direita contava com 54 mil seguidores e notabilizou-se pela sátira profunda que fazia a várias figuras da política portuguesa, e os seus autores já garantiram que vão continuar este trabalho onde haja mais liberdade – os textos continuarão a ser publicados no Twitter, e possivelmente noutras plataformas. De acordo com Frederico Saragoça, foi “uma vitória da censura e de um grupo de grunhos que conseguiram acabar com quase 3 anos de trabalho criativo ‘pro bono’. Durante esse tempo, escrevemos apenas por prazer e porque queríamos fazer um tipo de humor em Portugal diferente do que existia”.

Este projeto deu também origem à publicação de um livro em 2016, A Era do Doutor, e a Mais Superior publicou em outubro desse ano uma entrevista ao Jovem Conservador de Direita, que aqui republicamos. O livro, esse, continua disponível para quem o quiser comprar.

Nota da Redação: A entrevista procurou abordar os temas focados no livro, editado durante a fase de transição do Governo PSD-CDS para o executivo encabeçado pelo PS e apoiado pelo BE e pelo PCP.

Entrevista publicada na edição de outubro de 2016 da revista Mais Superior

O único que interessa

Ele assume-se como o grande salvador da política portuguesa, com ideias claras para retomar o trabalho da anterior legislatura e dar-lhe um fôlego novo e sexy. O Jovem Conservador de Direita tem 36 mil seguidores na sua sátira de Facebook, e edita agora o livro A Era do Doutor com um objetivo em mente: tornar o seu partido no único que interessa.

Porquê um Jovem Conservador de Direita?
A Figura do Jovem Conservador de Direita nasce para fazer oposição à Geringonça. Desde que o António Costa tomou de assalto a Assembleia da República, destronando o vencedor das eleições de 4 de outubro, o Dr. Pedro Passos Coelho, há a necessidade de manter vivos os ideais de Direita, e daí a necessidade da minha figura.

O Dr. acha que os partidos da Direita não estão a fazer isso na Assembleia da República?
Não, não estão, e os resultados estão à vista. Mais uma vez a Esquerda – como no tempo do Preso número 44, que levou o país à bancarrota – está a tomar conta disto tudo, com o PS a ser manietado pelos partidos da extrema-esquerda. Isso viu-se agora, com o saque do “imposto Mortágua”, e vê-se também que o Dr. Pedro Passos Coelho é um líder cansado, porque sabe que a Direita precisa de sangue novo, e que precisa de mim.

Na sua página refere-se a direitofobia. Acha que isso existe atualmente? As pessoas esqueceram-se do que é bom?
Existe. O século XXI trouxe um dos piores males do nosso tempo, que é o politicamente correto. Por exemplo, hoje em dia é perfeitamente normal gozar-se com os “betinhos” ou, como eu lhes costumo chamar, pessoas bem vestidas e com valores de Direita. Isso toda a gente aceita, agora gozar com homossexuais é que não! Daí eu dizer que muitas crianças vão para o colégio (se tiverem azar, para a escola pública) com vergonha de dizer que são de Direita. O que é “fixe” é ser de Esquerda, e é isso que está de acordo com os valores contemporâneos. E eu combato pela liberdade de usar risco ao lado sem ser gozado, e quero que os jovens se possam assumir como conservadores.

E acha que o seu combate é suficiente para mudar o atual estado de coisas? Ou tem mais alguma carta na manga?
Depois de ter integrado o Governo de Passos Coelho como Assessor do Secretário de Estado, faço tenção de o substituir como Presidente do PSD, e de anexar o CDS. Em seguida, vou reformular a Direita para passarmos a ter um único partido – o PD (Partido de Direita), com o slogan O único que interessa.
Creio que, com isso, vou dar um novo élan à Direita e vou fazer aquilo que, em menor escala, Paulo Portas fez quando pegou no CDS-PP. Vou tornar a Direita sexy, basicamente.

Pretende incluir nesta reforma da Direita os militantes atualmente em funções nos partidos? E o que vai fazer em relação à extrema-direita?
Vou manter os quadros do PSD, vou dar cartões VIP Premium aos membros que vêm do CDS, e vou sobretudo dar um cartão muito especial ao Dr. Nuno Melo, meu mentor e que há uns tempos deixou de me falar e me bloqueou no Facebook.
Em relação à extrema-direita, há um fator muito importante: só entra no novo partido quem tiver um QI acima de 70, portanto em princípio, todos os “grunhos” da extrema-direita estarão fora da lista. Eu defendo uma Direita conservadora, liberal, adepta do mercado livre, trabalhadora, e que não aceita pessoas que não acabaram a escola primária.

O facto de termos jovens muito afastados da política é o que justifica a aparente impreparação da sociedade moderna portuguesa para a Direita?
É normal que os jovens se afastem da política, a partir do momento em que deixam de ter líderes carismáticos como o Dr. Francisco Sá Carneiro. Se olharmos para os políticos que os millennials conheceram, temos um criminoso julgado pelo juiz Carlos Alexandre, temos o Dr. Pedro Passos Coelho que, mais que um líder, foi o senhor da limpeza do socialismo, e agora temos um usurpador. Ou seja, com um criminoso, um empregado de limpeza e um usurpador, é normal que se pense que os políticos são pessoas que não interessam. É por isso que eu acredito que, através do meu carisma, sou capaz de voltar a trazer os jovens para a política, através da direitificação do país.

Qual é a sua opinião sobre a posição de Mariana Mortágua em relação ao imposto sobre a riqueza?
É só triste o que se está a passar, porque a austeridade que o Dr. Pedro Passos Coelho imprimiu ao país foi imposta às pessoas preguiçosas e que viveram acima das suas possibilidades. O que a Esquerda está a tentar fazer é uma austeridade às pessoas que gostam de produzir, e quem se esforçou para ter uma casa modesta de 500 mil euros pode, neste momento, perder a vontade de trabalhar. Pior que isso, as pessoas com casas ainda mais modestas, na ordem dos 300 ou 400 mil euros, podem estar a perder a motivação para tentarem um dia ter uma casa modesta de 500 mil euros, porque a partir do momento em que atinjam esse nível vão estar ao abrigo do saque Mortágua.

Quando esta revista chegar às mãos dos jovens, já serão conhecidas as propostas para o Orçamento de Estado do próximo ano. Se dependesse de si, o que é que lá estaria?
Eu “passizava” o Orçamento de Estado. E estou a utilizar o Dr. Pedro Passos Coelho como verbo porque manteria o programa de austeridade dele e acrescentaria medidas como a diminuição dos impostos nas grandes fortunas, de modo a que essas pessoas não sintam necessidade de deportar o seu dinheiro para outros países, como o Panamá e as Ilhas Caimão.
Outra medida seria o fim da reforma. Repare, a maior parte dos idosos são pessoas tristes, porque lhes disseram a dada altura que são pessoas inúteis e que já não fazem parte da população ativa. Eu reformaria a reforma dos idosos, colocando-os a todos no Instituto de Emprego e Formação Profissional e dando-lhes novas funções.

A Era do Doutor
Autor: Jovem Conservador de Direita
Editora: Saída de Emergência
Nº de Páginas: 272
P.V.P.: 16,60 euros

[Entrevista: Tiago Belim]
[Foto: Saída de Emergência]

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