“Runner: Corrida pela Vida” garante adrenalina pura (a 180 km/h do abismo)
O cheiro a borracha queimada, aliado ao compasso ensurdecedor do cronómetro, ganha uma dimensão sufocante, mediante a estreia, agendada para 17 de setembro, de “Runner: Corrida pela Vida”, baseado no peso de uma sentença impiedosa [sem margem para erros ou hesitações], que determina a curva mais perigosa de uma corrida pela dignidade humana [em contagem decrescente].
Com realização de Scott Waugh, conhecido pelo ritmo alucinante de “Need for Speed” e de “Os Mercenários 4”, o thriller de ação transforma a distância, entre Brisbane e Gold Coast, numa verdadeira luta pela sobrevivência, acompanhando Hank Malone (Alan Ritchson), um estafeta de elite, que aceita transportar um órgão vital para um transplante urgente, destinado a salvar uma criança de sete anos, em, apenas, três horas.
Porém, a rota, intercetada pelos interesses gananciosos de um poderoso sindicato do crime organizado (Rodrigo Santoro), disposto a tudo para desviar o valioso tecido biológico e comercializá-lo [a peso de ouro] no mercado negro, origina uma perseguição mortal, que conduz à formação de uma aliança insólita (Owen Wilson), motivada pelo desespero de escapar às garras de uma ameaça gélida.
Recusando o excesso de artificialismos visuais ou de clichés momentâneos, em prol de uma estética crua e hiperrealista, o elenco de alta voltagem, composto pelas interpretações de Leila George (“Animal Kingdom”), Adriana Barraza (“Babel”) e Sullivan Stapleton (“300”), eleva a tensão dramática de combates viscerais, impactos físicos brutais e opressões constantes [em pleno asfalto australiano], que espelham uma premissa moral fascinante [do primeiro ao último suspiro].
Spoiler? A velocidade prova que o maior ato de resistência reside numa esperança, que supera qualquer obstáculo ou contrariedade.








































