Escola Superior de Saúde de Lisboa recebe “Model WHO Portugal”
O que acontece quando os estudantes universitários assumem os comandos da Organização Mundial da Saúde? Nos dias 16 e 17 de maio, a Escola Superior de Saúde de Lisboa transformou-se no palco da 1.ª edição do Model WHO Portugal. Organizado pela UNA Portugal em parceria com a instituição e a sua Associação de Estudantes, o evento desafiou jovens de todo o país a vestirem a pele de delegados internacionais. O objetivo? Debater crises de saúde pública, negociar resoluções e simular o complexo xadrez da diplomacia multilateral, provando que o envolvimento político começa muito antes de se entrar no mercado de trabalho.
A liderança não se ensina apenas nos livros, treina-se na prática. Líderes institucionais como António da Cruz Belo (IPL) e Amadeu Borges Ferro (ESSL) foram unânimes ao sublinhar que a ciência e a educação têm de guiar as decisões coletivas. A dinâmica da assembleia deu voz a essa visão: muito mais do que um teste académico, a iniciativa funcionou como um acelerador de competências. Ao cruzar a exigência técnica dos debates com a inteligência emocional necessária para negociar consensos, os participantes desenvolveram ferramentas de comunicação, espírito crítico e uma profunda literacia em saúde global.
O verdadeiro ganho deste modelo esteve na diversidade e na capacidade de construir pontes. Como destacou a delegação premiada de Cabo Verde, a simulação foi “uma paragem obrigatória” para desenhar posições globais inclusivas, onde o confronto de ideias opostas acabou por enriquecer a perspetiva de todos. Esta primeira edição deixa claro que a juventude não quer ser apenas espetadora da atualidade. Ao assumirem-se como agentes ativos na construção de soluções para os problemas de hoje, estes estudantes mostram que o futuro do multilateralismo se escreve com audácia, compromisso e visão global.




































