“Backrooms: O Labirinto” promete uma viagem sufocante!
O conceito familiar, composto por paredes amarelas desbotadas, luzes fluorescentes e corredores infinitos, ganha uma nova e assustadora faceta cinematográfica, mediante a estreia, agendada para 28 de maio, de “Backrooms: O Labirinto”, baseado na lenda urbana digital, que originou uma websérie viral do YouTube, desenvolvida pelo jovem visionário Kane Parsons.
Com um argumento, assinado por Will Soodik, a expansão de terror, passada em 1990, acompanha Clark (Chiwetel Ejiofor), um pacato vendedor de móveis, que, ao descobrir uma porta na cave da sua loja, entra numa dimensão paralela e perturbadora, recrutando a funcionária Kat (Lukita Maxwell) e o namorado Bobby (Finn Bennett) para mapearem uma extensão de escritórios vazios, onde ruídos inquietantes sugerem uma presença sobrenatural, escondida na penumbra.
Porém, o mistério assume contornos claustrofóbicos, quando um desaparecimento súbito leva a terapeuta Mary Kline (Renate Reinsve), submersa em traumas do passado, a procurar respostas, acabando num pesadelo, que testa o limite da sanidade e dilui a lógica do tempo.
Transportando a célebre estética do found-footage para o realismo do live-action, alimentado pela alienação e pelo vazio contemporâneo, o reflexo do cansaço social, resultante de uma monocultura industrializada, constrói uma atmosfera de pura opressão e paranoia, assente em pensamentos conspirativos e privações sensoriais.
A crueza dos cenários eleva, assim, uma densidade dramática, um abismo existencial e uma angústia puramente psicológica, que espelham a vulnerabilidade humana, perante becos sem saída, abdicando de efeitos visuais ou de clichés momentâneos.
Spoiler? O isolamento revela o terreno mais fértil para a manifestação dos nossos piores monstros.









































