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O que vão valorizar as empresas em 2022?

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Imagem de: Adobe Stock

Quais as áreas em destaque para 2022? O que vão valorizar as empresas no próximo ano? O que vão procurar nos colaboradores? De que forma é que te podes preparar para o mercado de trabalho?

Neste artigo respondemos a estas questões, com a ajuda de uma especialista em recrutamento. Depois de concluídos os estudos, nem sempre é fácil entrar no mercado de trabalho. Há muitos fatores a ter em conta e é preciso, sobretudo hoje em dia, ser muito proativ@ para te fazeres notar na tua área profissional. Por isso, ajudamos-te a perceber como é que podes fazer a diferença quando começares a procurar o teu primeiro emprego a sério.

> Áreas em destaque em 2022

Apesar dos tempos que vivemos, com a situação da pandemia Covid-19, há boas notícias! Segundo Sandra Pinho, responsável da Agência de Aveiro da EGOR, uma empresa portuguesa especializada na área da Gestão de Recursos Humanos, “o mercado está extremamente dinâmico em quase todas as áreas”.  A especialista explica que, apesar disso, há algumas áreas que se destacam, “não só pela escassez de recursos existentes no mercado, mas também por aquilo que é a tendência futura” .

Sandra Pinho não tem dúvidas: as áreas da Tecnologia da informação (IT) são as mais procuradas, “seguindo-se as relacionadas com as ciências sociais e humanas, pela exigência cada vez maior de atender às particularidades dos diversos públicos” .

Com a pandemia, o campo da saúde foi impulsionado. Em Portugal, as áreas ligadas às engenharias e às energias renováveis obtiveram um crescimento elevado e Sandra Pinho acredita que vão continuar a crescer. “Nos próximos anos, todas estas áreas serão impulsionadas, até porque muitas delas estão estritamente correlacionadas com os investimentos previstos no Plano de Recuperação e Resiliência” , sublinha a especialista em recrutamento.

> Hard e soft skills. As mais valorizadas em 2022

A inovação e a criatividade na procura de soluções, ter agilidade emocional na resolução de conflitos e inteligência emocional na gestão diária “será imperativo para manter e desenvolver emoções estáveis com as pessoas com quem se trabalha, de forma a conseguir-se resultados positivos.

É importantíssimo ter-se uma visão ética e positiva para mais facilmente se ultrapassarem as diversas adversidades com que nos deparamos no dia-a-dia”, refere Sandra Pinho, acrescentando que a pandemia está a colocar à prova todos estes aspetos, o que faz “sobressair em cada um, não só as competências que estão bem desenvolvidas como aquelas que precisamos de consolidar”.

A pandemia fez com que todos nós nos tivéssemos de adaptar, de uma forma ou de outra. Muitas empresas foram obrigadas a reinventar-se. No entanto, muitas não conseguiram manter-se à tona de água e tiveram mesmo de fechar. Sandra Pinho sublinha e avisa: “A adaptabilidade será a palavra de ordem, vivemos num contexto de constante mudança e sem dúvida os melhores profissionais serão os que rapidamente se ajustam às necessidades de mercado”.

No que diz respeito às hard skills, o conhecimento das novas tecnologias e uma visão analítica para tomar decisões torna-se ainda mais importante. Não te esqueças também que é cada vez mais crucial saber falar mais do que uma língua estrangeira.

> Quais as características procuradas pelas empresas?

A profissional dos recursos humanos enumera alguns fatores que terás de ter para conseguires obter sucesso no mercado de trabalho e para a empresa te valorizar. “Humildade, empenho, dedicação, ‘vestir a camisola’, simpatia e empatia, comunicação assertiva, inteligência emocional serão fatores preponderantes nas entrevistas de emprego”, refere Sandra Pinho. A especialista afirma ainda que o “compromisso e sentido de missão são aspetos cada vez mais valorizados”.

> Como é que podes preparar-te para o mercado de trabalho?

Com a pandemia que atravessamos, o mercado de trabalho está a tornar-se cada vez mais digital. Sandra Pinho aconselha-te, enquanto jovem, a continuares a desenvolver-te através de diversos cursos que possam dar-te as ferramentas necessárias e para te fazeres notar na tua profissão. “O chavão ‘o saber não ocupa lugar’ é para ser cada vez mais tido em mente por todos os profissionais no mercado, independentemente da faixa etária”.

> Questões ligadas ao recrutamento

Como responsável de uma agência de recursos humanos, perguntámos também a Sandra Pinho quais são as maiores dificuldades quando se trata de recrutar trabalhadores. Segundo a especialista, a escassez de mão de obra nas áreas técnicas como manutenção, mecatrónica, serralheiros mecânicos, serralheiros civis, pedreiros, soldadores, condutores de empilhador, modeladores de calçado, cortadores de calçado são os mais difíceis de contratar. “Por outro lado, também há a falta de sentido de compromisso e de flexibilidade de horários dos candidatos”, sublinha.

Pode ser difícil de acreditar, mas de facto, hoje em dia, o que está a acontecer é que o mercado tem mais oferta do que procura e o número de profissionais disponíveis para trabalhar diminui cada vez mais.

Em relação aos salários praticados, vai depender muito da área de trabalho. “Se falarmos na área da indústria, os salários dos operadores de máquina é maioritariamente o Salário Mínimo Nacional. Nas restantes áreas depende muito da escassez que existe de candidatos e os valores praticados em cada zona do país”, esclarece Sandra Pinho.

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