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Ensino Superior

FAP quer que PRR crie mais parcerias entre PME’s e prime pela inovação pedagógica

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Imagem: FAP

A formação é um dos pilares que o PRR (Plano de Recuperação e Resiliência) quer reforçar e esta segunda-feira abriram as candidaturas para o lançamento do “Impulso Jovens STEAM” e “Impulso Adultos”. Esta iniciativa tem uma dotação de 252 milhões de euros. A Federação Académica do Porto esteve presente hoje, no Teatro Thalia, em Lisboa, para discutir os dois programas, onde estiveram também vários membros do Governo, nomeadamente o primeiro-ministro, António Costa, Manuel Heitor (ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior), Nelson de Souza (ministro do Planeamento) e Mariana Vieira da Silva (ministra do Estado e da Presidência).

Para a FAP, o setor do Ensino Superior tem de responder ativamente às mudanças que a pandemia veio acelerar.

“As Instituições de Ensino Superior têm de tirar o maior partido dos fundos provenientes do mecanismo europeu. Para além das metas que se pretendem alcançar com os Impulsos Jovens STEAM e Adultos, estes constituem uma oportunidade única e que não pode ser perdida para uma verdadeira transformação pedagógica, conforme temos vindo a reivindicar já antes da pandemia”, referiu a Presidente da FAP, Ana Gabriela Cabilhas.

De acordo com a estrutura representativa de estudantes, aumentar o número de graduados nas áreas pretendidas pelo “Impulso Jovens STEAM” também depende dos processos de inovação pedagógica. O trabalho em rede através de consórcios entre IES e empresas, conforme se pretende, só terá resultados maximizados se forem repensados os modelos de ensino-aprendizagem e se invista em novos métodos pedagógicos, que permitam uma formação que trabalhe competências do futuro. A Presidente da FAP valorizou ainda o papel das novas práticas pedagógicas, alicerçadas na conversão e atualização de competências, potenciando a requalificação de quadros e aumentando as qualificações na população adulta do nosso país.

Para efetivar os impulsos que estas iniciativas pretendem, será necessário criar apoios e estímulos que promovam o desenvolvimento profissional do corpo docente, conforme a FAP tem referido.

Outro dos tópicos abordados foi a necessidade de fomentar o interesse de aproximação das pequenas e médias empresas das universidades e institutos politécnicos e, do lado destas, apoiar e investir na criação de Gabinetes de Transferência de Conhecimento.

De modo a aproveitar ao máximo os fundos europeus, na perspetiva da FAP, é preciso institucionalizar formas de articular política de investigação e desenvolvimento com as políticas económicas e com as políticas de emprego. “É importante aumentar a graduação superior de jovens em áreas STEAM (Science, Technology, Engineering, Arts and Mathmatics), dando respostas às necessidades do mercado de trabalho. Temos de ultrapassar desencontros de competências entre a oferta e a procura: pessoas sem empregos e empregos sem pessoas”, mencionou Ana Gabriela Cabilhas.

Para a FAP, este programa deve ainda contribuir para evitar futuras diferenças salariais significativas entre homens e mulheres, combatendo, assim, a segregação profissional e promovendo a igualdade de género.

“Sabemos que a capacidade de execução do Plano de Recuperação será determinante para o nosso futuro coletivo e para o futuro da minha geração. Esperamos que este seja um verdadeiro impulso que precisamos.”, finalizou a Presidente da FAP.

De recordar que a Federação Académica do Porto representa mais de 70.000 estudantes da Academia do Porto.

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