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Petição para reabertura de cabeleireiros será discutida em parlamento

Joana Alves

Publicado há

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Imagem: pixababy/Engin_Akyurt

A petição pela “reabertura dos estabelecimentos por marcação, permissão de realização de serviços por domiciliação, revisão dos critérios do Layoff” para cabeleireiros e centros de estética alcançou esta segunda-feira, 15 de fevereiro, mais de 7.500 assinaturas — o valor necessário para ir a Parlamento.

Esta foi lançada por uma cabeleireira de Braga, Vânia de Oliveira que se mostrou “surpreendida e emocionada, por em tão pouco tempo, tanta gente” ter assinado a petição.

A profissional decidiu avançar para a justiça após a apresentadora Cristina Ferreira ter partilhado uma imagem nas suas redes socais a colocar umas extensões– e que foi motivo de fúria dos profissionais do setor. Desta forma, Vânia decidiu avançar com a petição e será ouvida em breve no parlamento.

Contudo, a autora da petição refere que a “petição não é contra nenhuma figura pública mas, antes, no sentido de reestabelecer a igualdade”.

“Porquanto os talk shows, programas lúdicos, eventos televisivos, ou qualquer conceito em que se insiram, continuam a beneficiar, aparentemente, deste serviço, que não é feito em estabelecimento comercial aberto ao público, mas antes, aparentemente, nas instalações das entidades que os contratam. Portanto, estamos a permitir que os cabeleireiros trabalhem ao domicílio? A questão que se coloca é a desproporcionalidade, injustiça e desigualdade”, pode ler-se na petição.

Vânia adianta ainda que:

“Vejam-se que ervanárias estão abertas. Perfumarias estão abertas(…) Dentistas, onde a máscara é retirada e a proximidade inegável, são permitidos. E não, não se trata de estética, porque o quid na realização de um tratamento de branqueamento dentário, equipara-se a um tratamento capilar, sendo que neste não há máscara removida! Também seria possível a manutenção da atividade de cabeleireiros e estéticas, que há muitos meses sofrem com os encerramentos que lhe são impostos. Os primeiros a fechar, os últimos a abrir”,

O documento aponta desigualdades grotescas e dá como solução três hipóteses: a reabertura dos cabeleireiros e centros de estética por marcação de acordo com regras meticulosas, a permissão de prestação serviços domiciliários ou a revisão dos critérios de lay-off.

Reunidas as mais de 7 mil assinaturas, esta petição deverá agora ser agendada para apreciação no Parlamento num “prazo máximo de 30 dias após o seu envio pela Comissão ao Presidente da Assembleia da República”, como é possível ler no site Petição Pública.

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