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Mais Superior entrevista André Coelho, engenheiro e campeão europeu de futsal

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A Mais Superior falou com o André Coelho, jogador de futsal do FC Barcelona e formado em Engenharia Civil na Universidade do Minho. Durante o seu percurso académico foi estudante-atleta pela Associação Académica da Universidade do Minho e jogava na primeira liga de futsal ao serviço da AAUM/Sporting de Braga. Foi campeão europeu de futsal na Eslovénia, em 2018, numa seleção com ADN do desporto universitário.

Além do André, também os campeões europeus André Sousa, Pedro Cary, Bebé, Tiago Brito e Nilson passaram pelo desporto universitário. Assim como, o selecionador nacional, Jorge Braz e Pedro Dias, ex-presidente da FADU, atualmente membro da direção da FPF. Fica a conhecer a carreira de um dos melhores jogadores de futsal da atualidade.

Quem é o André Coelho enquanto estudante e atleta de alta competição?
O André Coelho é um jovem trabalhador e dedicado, que luta muito pelos seus sonhos e objetivos.

Como se sabe, durante muitos anos, foste atleta da AAUM/Sporting de Braga, a jogar na primeira divisão portuguesa de futsal, e atleta nos campeonatos universitários pela AAUM. O desporto universitário ajudou ao teu desenvolvimento enquanto atleta para chegares onde estás hoje?
Sim, sem dúvida. O desporto universitário fez-me ter uma competitividade muito alta, defrontando grandes jogadores e grandes equipas. Nos europeus universitários apanhávamos atletas de seleção A da Croácia, França, entre outros. O nível sempre foi muito alto, o que me fez crescer muito. A nível pessoal transmite-se numa experiência social incrível, desde conhecer inúmeras pessoas e inúmeras culturas com as viagens frequentes que fazíamos.

E a conciliação com os estudos? O estatuto de estudante-atleta permite que consigas conciliar a intensa atividade desportiva com a componente letiva?
A conciliação com os estudos é complicada, mas com a devida dedicação e gestão do tempo tudo se consegue. Sempre consegui fazer bem essa gestão, com muita ajuda também dos meus professores, dos meus colegas de curso e do clube, que me ajudaram muito.

O que foi mais difícil neste período?
Nestes períodos não considero nada difícil, apenas tive de ter uma gestão muito rigorosa das horas de estudo, das horas de treino e de lazer. Claro que por vezes o cansaço nos pode deitar um bocado mais abaixo, mas sempre respeitei também muito bem as horas de descanso e portanto, com muita dedicação e muito foco tudo se faz.

Fala-nos um pouco sobre a tua carreira. Como é ser um dos melhores atletas de futsal do mundo e estares num dos melhores clubes do mundo? Como foi a adaptação a Lisboa (Benfica) e a Barcelona?
Penso que a minha carreira tem sido crescente. Sempre tive os pés bem assentes na terra e sempre trabalhei para alcançar o patamar em que me encontro hoje. Estou em constante crescimento e trabalho todos os dias para ser melhor. A adaptação sempre foi fácil, sou uma pessoa que se adapta facilmente a mudanças e a novos contextos, ir para Lisboa e agora para Barcelona foi apenas mais uma mudança.

Enquanto jogador da AAUM, conquistaste muitos títulos. Há algum que se destaque? Como foi representar a AAUM e Portugal em competições internacionais?
Os campeonatos nacionais que ganhei marcaram-me muito. Era um objetivo claro da Universidade do Minho e que quando ganhávamos era uma sensação de dever cumprido. Ir a competições internacionais era fantástico pelo facto de jogarmos ao mais alto nível e conhecer novos países e culturas.

E como foi representar Portugal pela primeira vez?
Foi um sonho. Sempre foi algo que desejei muito e com muito trabalho consegui, aquele que era o maior objetivo enquanto atleta.

Falando em Portugal, não podemos deixar de perguntar como foi o momento de escrever o teu nome na história do desporto português no campeonato europeu que decorreu na Eslovénia. Qual foi a sensação de vencer o europeu?
Ainda não consigo descrever o que senti e o que sinto. Talvez uns anos mais tarde vou ter noção do feito que alcançámos. Foi uma conquista histórica, totalmente merecida, que premiou o trabalho de anos da federação que nos deu todas as condições para conseguirmos atingir este patamar.

Lembramo-nos também de ver muitos estudantes portugueses em Liubliana a apoiar a seleção nacional. Qual foi o impacto desse apoio no percurso vitorioso?
Foi muito importante. Desde o primeiro jogo que vi inúmeros estudantes e para mim era um orgulho enorme porque já estive daquele lado, como estudante universitário a torcer pela nossa seleção. Foram muito importantes na nossa caminhada e estaremos eternamente gratos.

Seleção essa que tinha muitos estudantes-atletas ou outros que já tinham passado pelo desporto universitário, inclusive o selecionador, Jorge Braz. Falam muito sobre essa experiência e sobre os tempos em que jogavam juntos no desporto universitário?
Sim, muitas vezes é tema de conversa. Passámos muitos anos juntos nessas competições. Muitos de nós que estamos na seleção já tínhamos jogado juntos pela universidade e portanto relembramos sempre grandes momentos que tivemos.

Quando terminares a carreira desportiva enquanto atleta, o que gostavas que o futuro te reservasse? Seguir a carreira desportiva noutras funções ou dar seguimento à formação superior?
Neste momento quero desfrutar muito e aproveitar o que a minha carreira tem para me dar. Agora não consigo dizer o que gostaria de fazer, mas certamente gostava de um dia de exercer o curso que tirei de Engenharia Civil.

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