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A Mais Superior entrevista Paolo Basso

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Em outubro de 2020, a Sommet Education, grupo líder em formação hoteleira e turística, que engloba as instituições de ensino Glion Institute of Higher Education e Les Roches, terá na sua oferta educativa um programa académico “figital”, que combina experiências digitais com físicas, denominado “Gilon Connect” e “Les Roches Connect”.

Destina-se aos novos alunos de graduação e tem duração de duas semanas, seis horas por dia, de segunda-feira a sexta-feira. Todos os participantes recebem um “kit de boas-vindas” com itens necessários para utilizar nas aulas práticas, juntamente com a introdução de tutoriais ao vivo e demonstrações, vídeos, bem como coaching e aulas one-to-one. Em cada módulo de aprendizagem está disponível um programa complementar de atividades extracurriculares, incluindo competições envolventes e divertidas e desafios projetados para dar forma ao ensino prático, como cocktails e concursos online, demonstrações ao vivo e entrevistas com palestrantes convidados.

Tem por base quatro modos de aprendizagem que compõem a introdução ao setor de Hotelaria (Indução, Arte da Gastronomia, Universo Wine & Bar, Salas & Operações Hoteleiras).  Este programa permite que os novos estudantes internacionais tenham acesso ao primeiro semestre da sua formação em International Hospitality Business na Glion e Global Hospitality Management na Les Roches de forma remota a partir de outubro, terminando presencialmente em janeiro de 2021

Paolo Basso, nome inconfundível da enologia e hotelaria, é um dos especialistas responsável pela ministração dos módulos. A revista Mais Superior entrevistou o professor do Glion Institute of Higher Education e da Changins Wine School, que tem no seu palmarés os títulos de Melhor Sommelier da Europa (2010, em Estrasburgo) e Melhor Sommelier do Mundo (2013, em Tóquio).


MS – Na sua carreira conta com vários títulos, tais como Melhor Sommelier da Europa e Melhor Sommelier do Mundo. Qual é o segredo?

PB – Não existe segredo, é preciso trabalhar muito. A competição de Sommelier é como estudar para a escola, tens de estudar para atingir os vários patamares. Além disso, é uma competição como no desporto, tens de ser o melhor. Não é suficiente ter um diploma, uma graduação, uma licenciatura, um mestrado, seja o que for. Tens de trabalhar para ser melhor do que os outros. Por isso, não há segredo, é preciso trabalhar.

MS – Que conselhos dá aos que sonham um dia atingir os patamares que atingiu?

PB – Bem, eu diria que têm de estar preparados para trabalhar muito e, ao mesmo tempo, ter a capacidade de estudar, porque não é só provar e identificar vinhos. Claro que faz parte, mas mesmo o provar é uma disciplina que tem de ser estudada. O que dizemos aos estudantes na Glion é que eles têm de ter essa sensibilidade para estudar, e, ao mesmo tempo, nós proporcionarmos um ensino que é didático e simultaneamente divertido. É muito importante para nós motivar os alunos, torna-se mais fácil estudar e acompanhar a matéria.

MS – Esta instituição é um dos nomes mais reconhecidos neste modelo “figital”. Como descreve este novo modelo de ensino?

PB – O programa da formação é muito interessante. Envolve pré-leitura, powerpoints com áudio, vídeos e interação entre os alunos e professores através de sessões online. É desafiante para nós porque é uma nova forma de ensinar. Eu tenho alguma experiência neste campo, porque eu próprio estudei como autodidata durante 15 anos, portanto sei o que é estudar sozinho. Estar em competição para sommelier obriga-te a lidar com o público, e isso requer treino. Com câmaras é o mesmo. Temos de nos transformar em atores e cenógrafos. A minha experiência permite-me dar um contributo nesse sentido neste novo método de ensino online.

MS – O que faz este programa académico diferente de outros?

PB – Nós tentamos fazer o nosso melhor na Glion para oferecer os melhores cursos. O meu maior contributo é a experiência, são 15 anos de estudo e de competições internacionais. O estímulo da competição é algo que procuro transmitir aos estudantes, juntamente com o prazer de estudar. Nós tentamos proporcionar uma forma de aprendizagem que seja motivante e incentive o estudante.

MS – O que tem a dizer sobre os vinhos portugueses?

PB – Eu tenho uma ligação sentimental aos vinhos portugueses. Na Suíça existe uma comunidade portuguesa muito importante e eu tenho muitos amigos portugueses. Falamos muito sobre vinho português e pudemos acompanhar o crescimento e aumento de qualidade do vinho português. Há 20/30 anos, os únicos vinhos que conhecíamos eram o vinho verde, o do Porto, claro, e o Moscatel de Setúbal.  Depois surgiram outras regiões e outros vinhos como o do Esporão e mesmo do Douro começaram a aparecer vinhos tintos incríveis, sem esquecer a zona do Dão e da Bairrada.  O clima português e as castas conseguem um equilíbrio fantástico entre força e elegância.

[Fotos Les Roches e Glion]

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