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Entrevista a Pedro Pinheiro, Vice-Presidente do ISCAL

Joana Fonseca

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ISCAL

O Vice-Presidente do Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa (ISCAL), Pedro Pinheiro, partilha um pouco da adaptação desta instituição de ensino superior durante a pandemia de COVID-19.

MS- Como foi feita a adaptação do ISCAL a esta nova realidade que é o Ensino à distância?

PP- A adaptação do ISCAL a esta nova realidade decorreu da forma mais natural possível devido ao empenho e disponibilidade de toda a comunidade académica, docentes, estudantes e staff. A adaptação foi efetuada sem perdas de aulas e num curtíssimo espaço de tempo.

A passagem de um regime presencial para um regime não presencial acarreta um conjunto de desafios, quer do ponto de vista do estilo e metodologias de ensino, quer do ponto de vista da adequação aos diferentes estilos de aprendizagem. Neste contexto, foram definidos um conjunto de procedimentos inerentes e necessários a esta transição, mas foi dada liberdade para que a sua aplicação fosse efetuada em conformidade com as necessidades efetivas de cada uma das unidades curriculares.

Assim, foi possível observar a utilização de um vasto conjunto de recursos consoante as referidas especificidades, sendo que desta aplicação resultou um assinalável grau de satisfação com o processo de transição, manifestada, quer por parte dos docentes, quer dos estudantes.

MS- Este método está a ser usado há uns meses, desde então, tem havido mudanças?

PP- Importa salientar que esta alteração de paradigma foi sendo constantemente acompanhada e monitorizada por todos os intervenientes nos processos de tomada de decisão e foram sendo introduzidas alterações sempre que se revelou necessário.

Uma alteração desta natureza nunca pode ser considerada como um processo concluído, mas sim como um ciclo de melhoria contínua, como tal, as características do modelo aplicado no primeiro dia não são, nem poderiam ser, exatamente as mesmas que estamos a aplicar hoje.

A constante monitorização e a introdução de alterações no próprio modelo são o garante de que este é evolutivo e caminha para uma resposta mais eficaz e eficiente face aos desafios propostos.

O feedback dos docentes e dos estudantes foi determinante para este processo de melhoria contínua, sendo que deste modo se procurou ir ao encontro das expectativas de todos os intervenientes no processo de aquisição de competências.

MS- Os docentes adaptaram-se bem a esta nova realidade? E estão preparados para continuar no próximo ano letivo, caso aconteça, continuar a haver algumas aulas a partir de casa?

PP- Os docentes revelaram ao longo destes meses uma capacidade de adaptação, de superação e de resiliência que não pode deixar de ser publicamente assinalada. Foram estas características que conduziram a que o processo de adaptação a esta nova realidade corresse de forma completamente satisfatória.

Conforme referi anteriormente, foi efetuado um estudo acerca do grau de satisfação relativamente a esta nova realidade e os resultados foram muito satisfatórios. 

Para o próximo ano letivo estaremos certamente ainda mais preparados para os desafios que nos sejam colocados, quer pela experiência que fomos acumulando, quer pelo reforço das competências de todos os intervenientes.

MS- Qual é o feedback dos estudantes a esta forma de ensino adotada?

PP- Não posso deixar de enaltecer, também, o comportamento dos estudantes ao longo deste processo. Também a eles deixo o meu sincero agradecimento pelo empenho e dedicação que demonstraram.

O feedback que obtivemos foi na generalidade dos casos bastantes positivo, tendo estes demonstrado uma rápida adaptação a um novo conjunto de metodologias de ensino e de avaliação.

A geração que hoje frequenta o ensino superior é uma geração de nativos digitais e como tal, em muitos casos, esta transição foi ao encontro daquilo que são as competências e capacidades naturais destes estudantes, pelo que o processo de adaptação foi muito rápido.

Gostaria também de ressalvar que procurámos acompanhar e auxiliar os estudantes nas situações em que por alguma razão existiram dificuldades de acesso aos meios digitais garantindo o acesso ao ensino nesta nova realidade.

MS- Quais são as estratégias a adotar no próximo ano letivo em relação ao EaD?

PP- No próximo ano letivo pretendemos aprimorar aquilo que foi a metodologia utilizada ao longo do último semestre e introduzir um conjunto de alterações que decorrem do feedback que obtivemos.

Não concordo com a ideia de que existe um modelo único que conduza a uma solução ótima. Fruto da diversidade de competências que é necessário desenvolver, a solução passará por uma combinação de abordagens que permita, em cada caso, encontrar a melhor solução. Todavia, temos de ter consciência de que a melhor solução para um estudante, poderá não ser a melhor para outro, daí que a complementaridade de abordagens e recursos seja o caminho a seguir.

MS- Para os futuros alunos do ISCAL que conselhos podem ser dados para se adaptarem facilmente a este método de ensino?

PP- Em primeiro lugar, o melhor conselho a dar a todos os estudantes é o de seguirem as indicações que cada docente fornece acerca de como abordar cada uma das unidades curriculares. Estas indicações refletem um trabalho continuado por parte das equipas docentes e congrega não apenas a sua perspetiva, como também o feedback dos diversos estudantes.

Em segundo lugar, a autodisciplina tem também, tal como no ensino presencial, um papel importante. No caso do EaD esta característica assume particular importância, uma vez que o estudante tem um menor nível de interação com os restantes colegas, pelo que fica mais dependente da sua capacidade para se disciplinar e motivar para os desafios que lhe serão propostos.

Por último, terem a noção que ao entrarem no ISCAL passarão a fazer parte de uma grande família que tudo fará para os acompanhar e para os conduzir na busca daquilo que sempre defendemos: a excelência.

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