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Filipa Galrão: “Não sou nutricionista mas gosto de comer pela positiva”

Flávia Ramalho

Publicado há

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Todos temos aquela amiga chata – ou amigo – com a mania que, mesmo sem curso, é uma nutricionista de excelência e julga tudo aquilo que estás a comer. Sim, essa. Apanha-nos sempre quando já vamos na terceira fatia de pizza e quando pedimos o gelado com topping de chocolate. Tu respondes que não é sempre, que sabes que faz mal mas sabe bem, que tiveste um dia mau e mereces, e por aí fora.

Mas porquê as desculpas?
Será que sabes realmente o que te está a fazer mal?

Se existem certezas no mundo da alimentação saudável, a maior delas todas é esta: cada organismo é um corpo diferente e reage de maneira diferente aos alimentos. Outra coisa muito acertada é a qualidade dos alimentos, sejam eles quais forem, seja qual for a dieta que queiras seguir. O importante é que a alimentação seja de qualidade, com todos os nutrientes necessários ao teu bem-estar físico e mental e isso consegue-se com equilíbrio e variedade.

Não sou nutricionista mas gosto de comer pela positiva, ou seja, em vez de pensar em tudo o que não devo comer e beber, concentro-me em tudo aquilo em que posso abusar. Parece-me justo.

Deixo aqui algumas sugestões de alimentos que podemos comer em grande quantidade sem nos sentirmos culpados por isso:

VEGETAIS: Caaaaalma! Não vou dar um sermão sobre roda dos alimentos, apenas explicar como contornei o drama dos vegetais. Ninguém ama de paixão todos eles e há quem dispense todos mas uma boa alternativa é colocá-los em suminnhos ou smoothies.
Qualquer espinafre ou folha de alface, quando misturada com fruta quase nem se nota que lá está. Também descobri que beterraba com água de côco, bem fresca, faz uma bebida deliciosa.

OVOS: Durante muitos anos o ovo era evitado por conter um elevado teor de colesterol. Isto na gema. No entanto, já fi cou comprovado que o colesterol do ovo só é prejudicial se consumido de uma forma absurda e que o ovo é, na verdade, um dos alimentos mais completos que podemos comer e ainda por cima existem tantas formas e tão boas de o consumirmos. Para mim, o ditado passava a ser “um ovo por dia, não sabe o bem que lhe fazia”.

FRUTA DA ÉPOCA: que não é simplesmente fruta, ok?
Tenhamos noção que comer laranja no verão e melancia no inverno não é fixe porque estamos a comer frutos que não são naturalmente bons, vêm de estufas, logo foram criados artificialmente para estarem bons fora da sua época. O mesmo acontece acontece com as frutas tropicais que não são da nossa zona. Não precisamos de ser radicais nestas escolhes mas é importante termos consciência de que as melhores para o nosso organismo são as que nos estão mais próximas, em época e em geografia.

MARINHEIRAS: Todas as bolachas fazem mal, escusam de ler rótulos. Mas se tiver que escolher as menos má, escolho as marinheiras. Chamam-lhes de bolachas para parecer mais sexy mas na verdade são são uma massa feita com azeite e fermento biológicos. Há várias alternativas no mercado – sem sal, com chia, com linhaça… mas as calorias raramente ultrapassam as 30 e o açúcar é ZERO em todas elas.
Comer um pacote num dia não digo, mas já ouvi uma nutricionista dizer que até seis, tá-se bem. E eu estou!

De notar que todas estas sugestões são baseadas naquilo que eu consumo e acho digno de uma dieta equilibrada. Se precisarem de uma dieta orientada para chegar a um objetivo específico consultem um nutricionista ou profissional de saúde. Só não se esqueçam de ser felizes a comer 🙂

[Imagem: Mega Hits]

[Texto: Filipa Galrão]

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