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Festival do Maio dá palco à música de intervenção

Sofia Rebanda

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O mês de maio passa a ter o seu próprio festival. O Festival do Maio decorre nos dias 10 a 11 de maio, no Parque Urbano do Seixal e surge para fomentar propostas artísticas que tenham como elemento central do seu discurso a intervenção.

São duas noites de concertos que têm como objectivo destacar a música que no seu discurso incita a intervenção. Da política à crítica social, do ativismo ambiental às lutas contra a discriminação de raça e género, passando pelas questões relacionadas com a defesa das identidades culturais e dos direitos à autodeterminação, toda a arte que surja como manifestação e expressão é valorizada neste evento.

A programação assenta em dois eixos fundamentais: a preservação da memória – trazendo a palco o legado histórico da música de intervenção e protesto – e as lutas atuais, dando voz a novos artistas e géneros musicais.

O primeiro dia do Festival conta com um dos mais icónicos artistas da música de intervenção feita em Portugal, no antes e pós-25 de abril: Fausto Bordalo Dias. Depois Capicua convida Sara Tavares e a rapper angolana Eva Rapdiva para a apresentação de Capicua & Mulheres da Lusofonia. A noite de dia 10 termina com Kusturica and The No Smoking Orchestra, que nos traz os clássicos das bandas sonoras dos seus filmes, sempre bem acompanhado por uma das maiores bandas da música balcânica.

Dia 11 sobe ao palco Pedro Jóia e Quarteto Arabesco. Depois, Canções para Revoluções – um espectáculo único que reúne um repertório representativo da música de intervenção de vários países do espaço geográfico ibero-americano. Este repertório é arranjado para orquestra sinfónica (Orquestra Sinfonietta de Lisboa) e Coro. Sem se perder a eficácia das mensagens e das melodias simples e diretas, os novos arranjos de autoria de Pedro Moreira conferiram uma outra dimensão a canções como “Coro da Primavera” de José Afonso, “Cálice” de Chico Buarque, “Todo Cambia” de Mercedes Sosa ou “Hasta Siempre” de Carlos Puebla. Para as interpretar, um elenco composto por nomes da música popular – António Zambujo, Lura, Uxía e Vitorino – e do canto lírico – Marina Pacheco (soprano) e Mário Alves (tenor). A direção musical é assegurada pelo Maestro Cesário Costa.

O Festival do Maio termina com o DJ Set A Revolução Não Passa na Televisão (Luís Varatojo, que é diretor artístico do festival, com o VJ Homem do Leme), com uma seleção de música revolucionária de vários pontos do globo feita propositadamente para o evento.

O evento provém da Câmara Municipal do Seixal, com direção artística de Luís Varatojo.

Os bilhetes para o Festival do Maio encontram-se à venda na Ticketline e no local durante os dias do festival. O bilhete diário tem o custo de 7,50 euros e o bilhete de 2 dias de 10 euros. Há disponível também um bilhete familiar com o valor de 15 euros (por dia e para 4 pessoas).

 

 

[Foto: Divulgação]

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