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Entrevista

Pós-Graduações, Mestrados e Doutoramentos: Eles deram o passo

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A Joana, o André e a Patrícia escolheram diferentes caminhos – mas todos investiram na formação pós-licenciatura.

 

Pós-Graduação – Joana, 21 anos

Qual a Pós-Graduação que escolheste?

Estou a fazer uma Pós-Graduação em Jornalismo Multiplataforma.

Porque escolheste essa formação?
Quando terminei a minha Licenciatura em Ciências da Comunicação, quis seguir Jornalismo. No entanto, ainda me sentia um pouco insegura em termos práticos. As aulas que tive durante a Licenciatura eram, maioritariamente, teóricas. Embora me tenham dado muitas ferramentas e alargado os meus conhecimentos, senti necessidade de uma formação mais prática.

Sentes que essa Pós-Graduação te tem ensinado competências que a Licenciatura não contemplava?

Sim! Quando me pedem para meter as “mãos na massa”, já sei como fazer. Em termos de trabalho jornalístico, tenho aprendido a escrever reportagens, fazer entrevistas, mexer em programas de computador mais específicos… Não quer dizer que não tivesse já a noção de como se fazia – mas é diferente quando temos, efetivamente, de o fazer por nós. Tanto a teoria como a prática são importantes: é fundamental ter uma boa base teórica para depois evoluir com segurança para a prática.

Consideras continuar os estudos depois de terminar esta Pós-Graduação?

Para já, quero ter uma experiência de trabalho. Só quando o fizer vou saber se sinto necessidade de me especializar em alguma área específica. Se considerar voltar a estudar, talvez seja para realizar um Mestrado numa área mais tecnológica. São conhecimentos fundamentais para qualquer pessoa que queira ser um cidadão atualizado e uma enorme mais-valia num curriculum.

 

Mestrado – André, 23 anos

Em que área estás a realizar o teu Mestrado?

Engenharia de Petróleos.

Porque decidiste investir nesta área?

Por gosto! A Licenciatura que tirei em Engenharia Química não me dava as ferramentas suficientes para eu envergar por uma profissão nesta área específica. Dentro das áreas da Química, era esta que mais me interessava.

Enquanto fazias a licenciatura, já tinhas em mente escolher este Mestrado?

A vontade surgiu no segundo ano do curso. Pesquisei, andei em busca de possibilidades – até que houve um professor que me falou desta opção.

Consideras que esta formação te vai abrir portas no mercado de trabalho?

Sem dúvida. A licenciatura não tocou, sequer, neste ramo. Tem muitas cadeiras mais gerais, que são de base. Capacita-nos de valências muito abrangentes. Temos Física, Matemática, muitas cadeiras de Química… O que ganhamos na licenciatura são as ferramentas mais importantes e fulcrais – para depois conseguirmos fazer um
mestrado. Apenas essa formação não nos capacita logo para entrar no mercado de trabalho.

Quando escolheste este Mestrado, pensaste no fator empregabilidade?

Claro, foi um fator. Cada vez se desenvolvem mais tecnologias que tornam viável a exploração de novos poços de petróleo e isso faz com que o mercado esteja sempre a crescer. Como sair do país é uma possibilidade, decidi investir nesta formação. Tentei conjugar o fator emprego com a área que mais me interessava, ambos tiveram peso na minha escolha.

Pensas estudar mais após terminar esta formação?

Para já, quero trabalhar na Indústria. Mais tarde, se tiver vontade de voltar a estudar ou sentir necessidade de me atualizar e complementar, talvez invista numa Pós Graduação em Gestão.

Doutoramento – Patrícia, 23 anos

Em que área estás a realizar o teu Doutoramento?

Estou a realizar o meu doutoramento na indústria farmacêutica, em parceria com a Faculdade de Farmácia. O meu doutoramento é em Farmácia, com especificação em tecnologia farmacêutica.

Como surgiu a oportunidade de investir nessa formação e porque escolheste fazê-lo?

Fiz a tese de Mestrado na Indústria Farmacêutica e gostei imenso. Entretanto, surgiu a oportunidade de realizar o Doutoramento nessa mesma empresa e eu candidatei-me, porque o tema me interessou bastante.

Desde o momento em que decidiste a área que ias estudar que tinhas em mente fazer um Doutoramento?

A minha área de Mestrado é Engenharia Química e Bioquímica, mas sempre tive curiosidade em trabalhar na Indústria Farmacêutica. Fiz a tese de Mestrado nessa indústria, mas não tinha pensado em
realizar o Doutoramento, porque não sabia se gostaria assim tanto de investigação. Durante o Mestrado, o gosto pela investigação científica aplicada à indústria foi crescendo e também a vontade de
realizar um Doutoramento.

Do Mestrado para o Doutoramento, qual a maior diferença que sentes?

No Doutoramento sinto que tenho muito mais responsabilidades e, principalmente, que sou muito mais independente na tomada de decisões.

Na tua área em específico, este tipo de formação pode contribuir para que alguém seja um melhor profissional?

Na área da indústria farmacêutica, para seguir carreira científica, normalmente é exigido um Doutoramento. E tendo como base a Engenharia Química, considero que também existe necessidade de me especificar mais na área em que quero trabalhar.

Sentes que esta formação pode abrir-te muitas portas a nível de carreira?

Sim, sem dúvida. Ter um Doutoramento não só te garante que tens mais especificação para algum tema, como também te faz ganhar um espírito crítico enorme e ganhar experiência na área.

O que deve um estudante saber antes de escolher ingressar num Doutoramento?

Primeiro, acho que deve ter a certeza de que é mesmo isso que quer, pois são 3 ou 4 anos da sua vida a trabalhar num tema em específico. É claro que deve também ter garantias de que consegue finalizá-lo – seja com o apoio de uma bolsa ou com investimento próprio. Deve avaliar a faculdade e os grupos de investigação em que se irá inserir
e perceber qual o futuro em termos de carreira científica, se for essa que quer seguir.

 

 

[Foto: Unsplash]

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