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FairBnB: a plataforma que promove um turismo mais responsável

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Subidas das rendas dos imóveis, aumentos no preço dos bens e dos serviços: se vives em Lisboa, este é um fenómeno que, certamente, não te é estranho – e que é comum em qualquer lugar que receba um grande número de turistas.

Eles trazem dinheiro e estão dispostos a gastar mais do que o normal. Afinal, estão a aproveitar as suas férias. No entanto, podem trazer graves problemas para os moradores das cidades turísticas visitadas em massa.

Grandes centros cosmopolitas de turismo como Amesterdão, Barcelona e Berlim abriram guerra a plataformas de alojamento local, como o Airbnb. Algumas destas cidades adotaram, inclusivamente, regras para banir o aluguer temporário de moradias e tentar conter as subidas a pique dos arrendamentos.

Agora, surgiu uma nova plataforma que quer competir com o dono do monopólio do aluguer online. Chama-se FairBnB e tem, do seu lado, inúmeras vantagens face à outra: oferece uma experiência de turismo que promete ser mais ética e responsável. Como? Reinvestindo metade dos lucros resultantes dos alojamentos de curta duração nas comunidades em questão e procurando, desta forma, combater os efeitos negativos do turismo.

O FairBnB começa a sua missão já no início desta primavera. Arranca com um programa piloto em cinco cidades europeias: Amesterdão, Barcelona, Bolonha, Valência e Veneza.  A empresa define-se, no seu manifesto, como um “grupo de ativistas, programadores, investigadores e criativos de todo mundo que se conecta com o objetivo de criar uma solução viável financeiramente e que seja uma alternativa às plataformas comerciais”.

Anfitriões, hóspedes, vizinhos e empresários locais vão gerir esta plataforma e tomar decisões em conjunto para o bem da comunidade. Em conjunto com o governo local, a plataforma vai promover regulamentações que favoreçam o turismo sustentável. Segundo o manifesto do projeto, exatamente metade dos lucros das comissões do site vão ser reinvestidos em locais como cooperativas de alimentos, jardins comunitários ou centros culturais. Os moradores da região são responsáveis por escolher os projetos sociais que receberão doações.

Esta plataforma ainda se encontra em preparativos para entrar em funcionamento, mas a equipa está a angariar agentes locais e parceiros no seu site.

[Foto: Unsplash]

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