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Entrevista: À conversa com Duarte Cordeiro

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A Web Summit realizou-se, pelo terceiro ano consecutivo, na capital portuguesa. A Mais Superior esteve por lá e falou com Duarte Cordeiro, Vice-Presidente da Câmara de Lisboa, acerca da herança que a maior convenção de tecnologia do Mundo deixa no nosso país – e dos desafios que se avizinham para que a possamos receber durante os próximos dez anos.

No rescaldo da maior conferência de tecnologia do Mundo, é tempo para balanço: o que ganhou Lisboa com esta edição da Web Summit? Que herança fica desses quatro dias e dos milhares de visitantes de todo o mundo?

A edição de 2018 é o espelho do crescimento que a Web Summit tem conhecido ao longo dos últimos três anos. É um crescimento muito evidente. Tivemos, este ano, em Lisboa, mais de 70 mil pessoas. É algo muitíssimo importante para o futuro do país e, em particular, da cidade. Coloca-nos no centro do mundo – não só no que diz respeito ao debate sobre tecnologia, mas também no que concerne a chamar a atenção das principais empresas tecnológicas a nível internacional. De alguma maneira, o facto de termos conseguido (em conjunto, o Governo e a Câmara Municipal de Lisboa) garantir a permanência da Web Summit em Portugal nos próximos dez anos não só é sinal do reconhecimento da organização sobre a mais-valia que Lisboa representa, como também permitirá que os impactos que a Web Summit gera para o nosso país tenham uma dimensão muito estrutural.

Podemos analisar esta conferência por vários prismas. De um prisma mais ligeiro, como uma conferência numa altura de época baixa de atividade turística na cidade de Lisboa. Só isso já justifica o enorme impacto, porque permite que toda a hotelaria esteja totalmente ocupada no mês de novembro.

Contudo, se formos analisar outros impactos que esta conferência já tem estado a provocar na cidade, percebemos a importância real e aquilo que pode vir a acontecer pelo facto de a termos por cá mais dez anos. Se pensarmos, por exemplo, no nosso projeto do Hub do Beato, que já está em construção, rapidamente entendemos o que significa a exposição internacional que este evento traz a Lisboa – assim como o posicionamento que nos está a possibilitar adquirir nesta área em concreto.

A Web Summit vai-nos permitir posicionar a cidade como uma das mais criativas e inovadoras a nível europeu – o que é muitíssimo importante para o futuro de Lisboa.

Essa permanência (por mais dez anos) aporta desafios ao país?

É um desafio, sim.  Para nós e, em particular, para as Instituições de Ensino Superior. A procura de emprego tecnologicamente avançado é muito grande por parte dessas empresas – o que cria uma oportunidade para todos os estudantes. A verdade é que atrai talento internacional e pode criar a oportunidade de algum talento nacional (que saiu de Portugal durante o período da crise) voltar. Estamos a falar de emprego qualificado, bem remunerado, que permite criar essas condições.

O nosso desafio é grande: implica que desenvolvamos a cidade, que se criem espaços de escritórios, resolvam questões relacionadas com a habitação e com a mobilidade – são questões necessárias para sustentar esta criação de emprego. Cada um dos novos departamentos que vai abrindo na cidade tem, ao início, dezenas de trabalhadores – mas todos eles têm a expectativa de chegar às centenas ou aos milhares. São dores de cabeça, mas daquelas muito positivas – do ponto de vista do nosso trabalho.

A Web Summit é uma boa oportunidade para mostrar que Portugal tem uma palavra a dizer no mundo da tecnologia, que é um país empreendedor e criativo?

Ao longo dos últimos anos, tem sido feito um trabalho muito bem conseguido, tanto a nível nacional como a nível de Lisboa. No stand de Lisboa na conferência, fazemos questão de dar espaço às startups do ecossistema da cidade, promovendo dez entidades por dia, o que se traduz em visibilidade reforçada no Web Summit de 30 startups de Lisboa. 

Portugal permite que dezenas de startups nacionais participem e isso é muito importante. É uma oportunidade para interações com investidores, com grandes empresas de desenvolvimento internacional e com pares. Permite-lhes conciliar ideias, crescer e estabelecer parcerias. Hoje, as startups são relevantes não só com o que elas próprias criam, mas também com o que permitem às grandes empresas criar. Cada vez mais, uma das apostas das grandes empresas é a inovação aberta. Sente-se muito esse ambiente na Web Summit, porque há empresas que já foram startups e hoje são muito grandes e já estabelecem parcerias com novas startups que vão surgindo. É com esta metodologia que a inovação se multiplica a nível mundial e isso também já vai acontecendo em Portugal.

[Fotos: cedidas pelo entrevistado]

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