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Desporto

Futsal. Estudantes ‘tugas’ fazem a festa na Eslovénia

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A seleção portuguesa de futsal já está nas meias-finais do Campeonato da Europa da modalidade, e para isso muito tem contribuído a qualidade do jogo da equipa, e o apoio que vem das bancadas. A “culpa” é de um grupo de estudantes lusos a fazer Erasmus na Eslovénia. A Mais Superior foi à procura de perceber quem são e porque fazem questão de marcar presença em todos os jogos.

Um verdadeiro espetáculo dentro e fora das quatro linhas. É assim que têm sido os jogos de Portugal no UEFA Futsal EURO 2018, uma prova onde a nossa seleção tem aspirações à vitória final. A competição tem lugar na Eslovénia, pelo que seria à partida improvável que existissem muitos portugueses nas bancadas. Uma ideia que um grupo de estudantes em Erasmus fez questão de desmentir.

Quem são e de onde vêm?
No dia 6 de dezembro de 2017, Portugal disputava um amigável contra a Eslovénia na Arena Stozice, o mesmo pavilhão onde decorrem todos os jogos deste Europeu de Futsal. João Pedro Barreiros, Estudante de Geografia e Planeamento Regional na FCSH NOVA e a fazer Erasmus neste país do Leste Europeu, juntou-se ao colega e amigo Diogo Peliteiro para reunir o maior número de estudantes possível para apoiar a seleção nacional, e quando deram conta já eram “mais de 50 portugueses, todos estudantes de Erasmus em Ljubljana”, segundo o João Pedro. Organizaram-se e foram assistir a esse jogo particular, dando início à onda de apoio que continuam a formar à volta da equipa.

Chegado o Europeu, estes dois estudantes intensificaram a sua prospeção de adeptos portugueses. E no primeiro jogo de Portugal, disputado no dia 31 de janeiro contra a Roménia, “cerca de 50 estudantes de Erasmus e perto de 15 pessoas da comunidade portuguesa residente” foram assistir à partida e apoiar a equipa, de acordo com o João Pedro Barreiros. No segundo jogo, foram ainda mais: “70 estudantes de Erasmus marcaram presença, 10 deles provenientes de Maribor e 2 de uma localidade na Croácia, para além de outros estudantes internacionais e de emigrantes radicados na Suíça”, garantiu-nos o João Pedro Barreiros.

Uma verdadeira claque
Se já tiveste a oportunidade de assistir a algum dos jogos de Portugal neste Europeu de futsal, já reparaste certamente que este não é simplesmente um grupo de adeptos que se senta nas bancadas a assistir. Estes estudantes ‘tugas’ fazem barulho e comportam-se como uma verdadeira claque! Para isso contribui muito “o ótimo relacionamento” entre todos, e que “ajuda muito na organização dos jogos”, conforme nos contou o João Pedro Barreiros.
E como cada claque tem o seu líder, quem é o líder desta? “É o Diogo Peliteiro”, disse-nos o João Pedro, ressalvando logo de seguida que “não gostamos muito de atribuir protagonismo a um ou a outro, porque todos temos o mesmo papel e todos temos a nossa importância dentro do grupo”.

Uma torcida que não é oficial… mas é quase
Dado o aparato – no bom sentido do termo – causado por estes estudantes, não demorou a serem notados pela própria Federação Portuguesa de Futebol (FPF). De acordo com o João Pedro Barreiros, a FPF “deu conta da nossa iniciativa logo em dezembro, no dia do amigável. Toda a equipa técnica e jogadores ficaram estupefactos com a quantidade de apoiantes que apareceram. Cantámos o jogo inteiro e sentimos que ‘aquilo’ não poderia ficar por ali. No final do jogo fomos até ao hotel e trocámos contactos, com a promessa que teriam o nosso apoio no Europeu”, concluiu.

Daí para cá, tem havido uma relação próxima entre estes adeptos e a Federação, que “tem prestado um apoio irrepreensível”, segundo o João Pedro. “Seja na parte da logística, por reservarem os bilhetes em nosso nome para um setor específico – o que nos permite ficar sempre juntos, como uma claque -; seja por nos terem oferecido um bombo, que tanto tem ajudado a marcar o ritmo dos cânticos; seja ainda pela oferta de t-shirts e de cachecóis, estão sempre lá para nós”, refere este estudante, apontando ainda “o aspeto da comunicação, em que nos incluem em vídeos e reportagens sobre os jogos e sobre tudo o que se passa à volta deste grande evento”.
João Pedro Barreiros disse-nos ainda que “a atenção dada pela FPF ao que fazemos em todos os jogos, deixa-nos extremamente felizes. Muito disso deve-se ao Diretor do Futsal, Pedro Dias, que se mostrou sempre disponível para nos ajudar no que quer que fosse”.

Missão: levar Portugal à vitória
Por fim, perguntámos ao mentor desta iniciativa qual é, afinal, o objetivo de tudo isto. “Queremos que Portugal ganhe o Europeu! Sentimo-nos no dever de mostrar que Portugal não é só futebol de 11, e que as modalidades e os seus atletas merecem valorização e reconhecimento da nossa parte.”
Quanto ao futuro desta claque, o João Pedro não sabe o que vai acontecer: “É incerto, até porque cada um continuará o seu percurso individual em cada um dos quatro cantos do país. Mas sabemos de uma coisa: a ‘Raça Tuga’ estará sempre associada ao melhor Erasmus de sempre!”

No dia 8 de fevereiro, Portugal disputará com a Rússia o acesso à Final do UEFA Futsal EURO 2018. Se vão vencer ou não, não sabemos, mas certamente que apoio não faltará à equipa de todos nós.

Mostramos-te no vídeo abaixo, produzido pela FPF, o espírito que se vive no seio deste grupo de estudantes:

[Fotos: Federação Portuguesa de Futebol]

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