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As mulheres ganham menos 24 por cento do que os homens

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Um estudo da Universidade do Minho concluiu que indivíduos com a mesma idade e escolaridade têm um diferencial de 24 por cento no seu salário, consoante sejam homem ou mulher.

Os autores deste trabalho – Windy Noro, Luís Aguiar-Conraria e Miguel Portela – recorreram a uma base de dados de 190 mil trabalhadores de mais de 1500 empresas privadas portuguesas, e concluíram que as mulheres ainda ganham substancialmente menos do que os homens. Por cada 100 euros auferidos por um homem, a mulher ganha apenas 76 euros.

De acordo com estes investigadores, grande parte da discriminação reside “no acesso à profissão e no tipo de empresa”, reforçando que “os homens tendem a trabalhar para as entidades que pagam melhor”.

O estudo apurou ainda que 65 a 70 por cento das mulheres estão nas profissões mais mal pagas. E se nas remunerações próximas do salário mínimo nacional a diferença salarial entre sexos é diminuta, nos ordenados entre os 800 e os 1000 euros é quando a desigualdade é maior. Já entre os 1000 e os 2000 euros, as diferenças atingem os 5 por cento, voltando a crescer daí para a frente. Quando chegamos aos cargos de chefia, só 12 por cento são ocupados por mulheres.

Os dados mostram também que os cursos de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM) são os que dão acesso às posições mais bem pagas e que proporcionam menor desigualdade no mercado de trabalho. Segundo Luís Aguiar-Conraria, docente da Escola de Economia e Gestão da UMinho, isso talvez aconteça pelo facto destes profissionais terem “uma produtividade mais fácil de medir e melhores alternativas de emprego”. E embora 60 por cento do tecido universitário português seja composto por mulheres, apenas 3 em cada 10 opta por formações STEM.

Para reduzir a desigualdade salarial, os autores defendem várias estratégias, nomeadamente “obrigar” as empresas privadas a divulgar todos os salários, levando os funcionários a exigirem igualdade em caso de injustiça. Estabelecer licenças de parentalidade obrigatórias de três meses para a mãe e o pai é outra das sugestões apontadas.

[Foto: Universidade do Minho]

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