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A Tua Revista

Como viver em independência?

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Foste um dos muitos estudantes a sair debaixo da saia da mamã para te mudares para perto da faculdade? Então já tiveste tempo para te aperceberes que viver sozinho é uma grande mudança na tua vida. E das três, uma: vives sozinho, partilhas casa ou vives numa residência universitária. A Mais Superior foi conhecer melhor como se lida com cada um destes cenários, e dá voz a estudantes como tu para te dar os melhores conselhos.

São três opções que trazem consigo vantagens e desvantagens. E agora que estás por tua conta… tens de te desenrascar. As tarefas são muitas: pagar a renda, arrumar a casa, cozinhar, comprar comida, lavar a roupa, lavar a loiça, entre muitas outras coisas que te vão ocupar a cabeça. Isto tudo entre o tempo que tens para estudar e para ir beber um copo com a malta… Sim, se não te souberes orientar, às tantas és capaz de dar em maluco! Mas com tempo, vais acabar por te habituar ao ritmo da coisa e ficar um expert na arte da independência.

 

Dicas para seres o “master” da independência

  • Faz uma lista das coisas mais essenciais e prioritárias que precisas e outra lista para o que já tens;
  • Faz um orçamento para conseguires controlar bem os teus gastos;
  • Faz as tuas refeições em casa ao invés de as fazeres fora;
  • Tenta comprar o que puderes em segunda mão (incluindo material escolar);
  • Fala com alguém que já tenha passado por isto e pede conselhos;
  • Corta no que não for realmente necessário;
  • Tenta guardar sempre algum dinheiro para situações imprevistas;
  • Aprende a poupar e a reciclar;
  • Faz uma coisa de cada vez. Não queiras ter tudo e fazer tudo logo no início;
  • Cria uma política de vida, com regras e princípios;
  • Sê responsável e tem em mente as tarefas que tens para fazer.

Como queremos que estejas o mais preparado possível, vamos pôr-te a par das experiências de quem já passou por isto. Sofia, Alice e Liliana são três jovens que vivem em contextos diferentes, e têm conselhos para te dar.

 

RESIDÊNCIA UNIVERSITÁRIA
A Sofia Reis estuda na Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa e para ficar mais perto da faculdade, procurou alojamento na residência universitária e contou a sua experiência à Mais Superior.

As dificuldades…
A Sofia viu-se “à rasca” com a “organização da cozinha”. E acrescenta: “Somos muitos, a cozinha não é assim tão grande e, portanto, às vezes os meus colegas estão a usar alguma coisa que eu preciso de usar também, como o fogão. Noutras há falta de espaço para, por exemplo, pôr a loiça. É muita gente para estas dimensões.” Até mesmo num espaço que é suposto ser privado, como a casa de banho, as coisas se complicam, porque “a limpeza não depende só de ti, mas sim de mais 20 pessoas.”
Viver com muita gente tem, por isso, muito que se lhe diga. Se for esta a tua opção, vais ter de te habituar ao barulho que “à noite também pode vir a ser um problema para quem tem o sono leve”. Numa residência, a privacidade é um bem que escasseia até mesmo no teu próprio quarto, que também podes acabar por ter de partilhar. Isso é algo que “pode correr muito bem mas também pode correr muito mal”.

As vantagens!
Mas como nem tudo é mau, também existem coisas boas ao viveres numa residência. Segundo a Sofia, “conheces imensa gente diferente e fazes toneladas de amigos. Acabas por conhecer filosofias de vida diversas e outras formas de viver o dia a dia”. No final do dia, as pessoas com quem vives acabam por se tornar “numa nova família”.
No fundo, “é uma comunidade que se cria que não te dá tempo para sentir tantas saudades de casa. Além do companheirismo e do sentimento de partilha, esta é uma alternativa mais barata relativamente a um quarto, já para não falar que estou muito perto da faculdade.” E confessou: “Nesta residência fui e sou muito feliz.”

O meu conselho é…
“Ouve os conselhos dos teus pais, porque eles já passaram por esta experiência ou por algo semelhante. Tenta aprender alguns truques para conseguires poupar o teu dinheiro. Preserva a amizade com os teus vizinhos, que passam a amigos, mantendo a ordem na casa. Faz jantares com amigos, recicla, guarda um tempinho para ti e aprende a cozinhar aquele prato tão bom da avó. Organiza bem o teu tempo e as tuas prioridades, sê flexível e responsável e nunca te esqueças que with great power comes great responsability. E acima de tudo, diverte-te!”

 

SOZINH@
A Alice Melo estuda na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias e, como vivia no Algarve, veio sozinha para Lisboa para poder estar mais perto da faculdade. Queres saber como a coisa correu?

As dificuldades…
Ao viver sozinha, a Alice deparou-se com um novo mundo e precisou de aprender uma nova forma de o enfrentar. As principais dificuldades passam pela “responsabilidade que, de repente, és obrigado a ter. E de uma vez só! Vês-te com contas para pagar, roupa para lavar, comida para fazer, entre mil e outras coisas, das quais não dá para fugir. Com o tempo, vais-te habituando a fazer tudo aquilo que, em tempos, os teus pais faziam por ti. E isso, sem dúvida, ajuda-te a crescer como pessoa.”
No entanto, a Alice confessa que “faz falta entrar em casa e ouvir ruído, ou ter alguém para conversar. Ou chegar e sentir o cheiro da comida pronta…”

As vantagens!
Nem tudo é um mar de rosas, mas há, sem dúvida, muitas vantagens em viver sozinha. A Alice contou-nos que gosta de viver sozinha e que se voltasse a viver com a mãe “seria super estranho”. O lado positivo de viver sozinha é, segundo ela, “a organização do teu próprio tempo, e o facto de ser tudo estabelecido por ti e só por ti”.

O meu conselho é…
“No início é tudo muito bonito. Como não tens pais em casa, podes fazer o que te apetecer. Mas é importante que te lembres sempre que há responsabilidades a cumprir, porque não vão lá estar os teus pais para te fazer a ‘papinha’ toda. Agora parte de ti, e só de ti, tratar das tuas próprias coisas. O que se deve ou não fazer, não sei dizer, acho que é uma coisa que vais aprendendo com o tempo e com o hábito. Mas o meu conselho é: trata das tuas obrigações e deveres primeiro, e depois sim, podes curtir sem preocupações.”

 

CASA PARTILHADA
A Liliana Narciso estuda na Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa e decidiu partilhar a casa porque era uma alternativa mais barata. No equilíbrio entre o prazer de ter companhia e a diferença nos hábitos e nas rotinas está, diz, o segredo.

As dificuldades…
A Liliana confessa que “é normal enfrentares um conjunto de dificuldades iniciais que se acabam por juntar numa bola gigante, com as quais és forçad@ a lidar”. Viveres com alguém pode ser um verdadeiro desafio, porque “a tua personalidade pode chocar com a personalidade de quem vive contigo, bem como os hábitos e a forma de pensar, que também podem ser diferentes”.
Nessa medida, é importante que te habitues “à maneira de ser da pessoa, para que se entendam da melhor forma”. Apesar disso, vais sempre acabar por “conhecer as ‘lacunas’ da pessoa, que te podem ou não agradar”. Acima de tudo, tens de te “lembrar que não vives sozinh@ e que existem espaços comuns que são partilhados e que têm de ser respeitados de igual forma pelas duas pessoas”.

As vantagens!
Há coisas boas em viver acompanhado, desde logo “ter alguém para te receber em casa, principalmente naqueles dias mais complicados, ou mesmo nos dias em que tudo te corre pelo melhor e queres partilhar uma curiosidade”, conta a Liliana. Aos olhos dela, “é ótimo quando precisas de alguma coisa e tens ali alguém a quem recorrer, nem que seja para pedir emprestada uma roupa para ir sair”.

O meu conselho é…
“Acima de tudo, se fores ou se já foste viver com outra pessoa, não a julgues logo ao início. Vais ter de a respeitar, assim como ela a ti. Vão ter de respeitar os espaços uma da outra, assim como os momentos. Se não se conheciam antes, vão ter tempo para isso. Falem, partilhem os vossos dias, porque vai saber bem (não é uma mãe nem um pai, mas é a pessoa com quem vives!) Faz amizade com ela e partilhem momentos. Dividam as lides da casa, como por exemplo as limpezas. Se houver respeito mútuo, compreensão e entreajuda, a partilha da casa tem tudo para correr bem.”

 

[Reportagem: Beatriz Cassona]

[Fotos: cedidas pelos entrevistados]

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