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A Tua Revista

Canudo na mão. E agora?

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Estás a aproximar-te do final da tua licenciatura, e o mercado de trabalho parece-te um objetivo fora do teu alcance? Há muita coisa que podes fazer para enriqueceres o teu CV, dos estágios ao voluntariado, passando pelo melhoramento das tuas competências. O que não podes mesmo é ficar parado!

O “novo” mercado de trabalho
Vários empregos ao longo da vida, uma vida profissional que tende a começar mais tarde, oportunidades para empreender e inovar. A mobilidade e flexibilidade, lado a lado com a instabilidade e a precariedade. Estas são algumas das caracterizações possíveis do atual mercado de trabalho, do qual farás parte dentro em breve.
São dois os pratos da balança. Um, as fracas condições laborais que hoje são oferecidas, que provocam dúvida e insegurança relativamente ao presente e ao futuro. Outra, a janela de oportunidades que elas cultivam, para saíres do teu casulo e apostares no teu desenvolvimento pessoal e socio-laboral, e te transformares num jovem com capacidade para criar algo novo.

Mas, afinal, o que há a fazer após terminar o curso? Se o mercado de trabalho ainda não te abriu as portas, cabe-te a ti transformares-te num “produto” mais apetecível. E há muita coisa para fazer, desde programas para enriqueceres as tuas competências, a estágios e ações de voluntariado, experiência profissional em startups ou até criares uma tua. Seja qual for a tua opção, avalia-a bem e não fiques parado.

Prepara-te. Ouve um especialista
Como tu, há milhares de jovens à procura de um lugar ao sol. Mas não deixes que isso te perturbe: tu és único nas tuas competências e motivações, e precisas de as trabalhar para agarrar as oportunidades.
Um profissional dedicado a estas questões, como por exemplo o responsável de Orientação Vocacional da tua faculdade, pode ser um excelente aliado para começares a alinhar o teu pensamento e as tuas prioridades. Margarida Gaspar de Matos, psicóloga clínica, investigadora da Faculdade de Motricidade Humana e especialista no diálogo com jovens, diz que esta é uma forma de “construires e apostares no teu futuro de modo eficaz, otimista mas realista”.
Para ela, estares preparado para o futuro implica desde logo desenvolveres-te na “identificação de forças e fraquezas em determinada área, a capacidade de análise e de solução de problemas, o trabalho numa equipa pluridisciplinar, o sentido crítico e a vontade de fazer perguntas em vez de saber as respostas”. Isso vai, na sua opinião, deixar-te mais à vontade perante qualquer cenário, seja ele a continuação de estudos, ou um emprego na área ou fora dela.
Cada caso é um caso e “não há pronto a vestir”, como diz Margarida Gaspar de Matos. O que importa mesmo é “não ficares parado, isolado ou fechado em casa”.

Destaca-te da concorrência
Teres aspirações em conseguir colocação no mercado de trabalho logo após teres o canudo debaixo do braço continua a ser algo normal, legítimo e francamente positivo. A questão é que, hoje em dia, não basta querer, é preciso fazer mais para alcançar esse objetivo. E esse “fazer mais” está na forma como te diferencias da concorrência. Falámos com Hugo Barreto, Marketing & Communication Manager da consultora The Talent City, para te dar algumas dicas:
Aborda as empresas de forma diferenciada. Como?
Criando uma rede de contactos;
Investindo na formação – à tua licenciatura soma um mestrado e/ou especializações complementares, e estágios;
Cultiva interesses, hobbies e atividades extracurriculares – Desporto, participação ativa em associações, Erasmus ou voluntariado, entre outras, mostram competências importantes como o trabalho em equipa, a capacidade de trabalho e adaptação, e competências analíticas e de comunicação.

Em suma, o que este especialista te diz é que o mercado de trabalho está cada vez mais atento ao teu lado B (o pessoal), para além do teu lado A (académico/profissional). E concretiza: “As empresas procuram, muitas vezes, competências que não são necessariamente adquiridas durante a formação académica. Elas valorizam os jovens que, estando à procura de trabalho, não deixam de se enriquecer pessoal e profissionalmente, ao lerem livros, adquirindo conhecimentos em novas áreas, em cursos de e-learning, em viagens ou em estágios.”

 

O VOLUNTARIADO
O que vale afinal fazer voluntariado?
Diz quem faz, que a atividade de voluntariado transforma completamente a maneira como vês o mundo. Por muito que já tenhas viajado, ou até feito Erasmus, o voluntariado é uma situação completamente diferente. A Carolina Lage é Outgoing Internships Director da AIESEC Portugal, e explica porquê.

O que ganhas
Permite-te estar integrado numa comunidade, contribuir e impactar de forma positiva;
É uma experiência enriquecedora, ao passares por situações em que és posto fora da tua zona de conforto;
É orientado para as soluções, ao colocar-te em ambientes desafiantes;
Ganhas uma consciência mais abrangente do que é a tua realidade.

O que as empresas veem
Um jovem mais altruísta, que contribui para um mundo melhor;
Alguém capaz de comunicar nos mais diversos ambientes;
Alguém com sentido de propósito no que faz, com objetivos e iniciativa.

Oportunidades
AIESEC Portugal – é a maior organização mundial de estudantes e providencia experiências de voluntariado internacional, com a duração de 6 semanas em vários países em todo o mundo, nas áreas da educação, saúde e gestão de organizações não governamentais.
Serviço Voluntário Europeu – é uma ação do programa europeu Erasmus+, que te dá acesso a programas de voluntariado de curta (de 2 semanas a 2 meses) ou de longa duração (de 2 a 12 meses), em vários países do mundo. Precisas de ter uma organização de envio, como a Rota Jovem, entre outras.
Bolsa do Voluntariado – É um projeto nacional e transversal a toda a sociedade, que consiste num portal online de procura e oferta de trabalho voluntário, nas mais diversas áreas.

 

OS ESTÁGIOS
Cada vez mais, as empresas procuram jovens com experiência profissional para encarar ambientes de trabalho desafiantes, em mercados cada vez mais exigentes. Quanto mais
capaz e competente fores, melhor poderás corresponder às expetativas e de te destacares em relação aos demais. A responsável da AIESEC Portugal como quem falámos refere que “é aqui o papel do estágio entra, porque é exatamente nestas oportunidades que os jovens podem pôr os seus conhecimentos em prática, aprender com outros, desenvolver skills e tornar-se mais conscientes sobre o que são capazes e o que ainda têm a melhorar”.
Atualmente, o mau nome dos estágios tem a ver com as práticas do mercado, que usa e abusa desta solução. Nas palavras de Margarida Gaspar de Matos, “há admissão ilegal de estagiários para concretizar funções laborais habituais, e sem pagamento”. Segundo a própria, “um estágio (tal como um voluntariado) tem de ter algum usufruto para quem o faz: formação, convívio, prestígio, oportunidades futuras e reais, pagamento… Senão é trabalho forçado”.
Se estás à procura de experiência profissional, e estiverem reunidas as condições para que o estágio te possa ser útil, esta é uma das melhores opções à tua disposição.

Oportunidades
PEJENE – O PEJENE é um programa de estágios promovido pela Fundação da Juventude, para jovens a frequentarem o último e penúltimo ano do Ensino Superior em todas as áreas académicas.

PEPAC – O Programa de Estágios Profissionais na Administração Pública Central enquadra-se no âmbito do Programa “Garantia Jovem”, e é mais uma possibilidade que o Estado oferece para começares a tua vida profissional.

Estágios Internacionais AIESEC – O programa Global Talent, de estágios internacionais profissionais da AIESEC, permitem-te iniciar a tua carreira, de forma remunerada, em diversas áreas, tais como: gestão, marketing, desenvolvimento de web e aplicativos móveis, ensino de línguas, entre outras.

VidaEdu – Esta é uma das empresas que se dedica a encontrar soluções de estágio à tua medida, sejam eles profissionais ou de verão, para vários países do mundo, em diversas áreas de atividade.

 

O EMPREENDEDORISMO
Em tempos de pouca oferta de emprego, os jovens são cada vez mais incentivados a integrar novas empresas, e inclusivamente a criar de raiz os seus próprios projetos. E trabalhar numa startup pode de facto ser um óptimo inicio de carreira, porque vais encontrar “um ambiente de trabalho desafiante e jovem, flexibilidade nas tomadas de decisão, e acima de tudo a possibilidade de tornares uma ideia em algo grande e inovador no mercado, num curto espaço de tempo”, segundo a Carolina Lage da AIESEC Portugal.
A oportunidade de dares o teu input e acompanhares desde o início o processo de criação de uma empresa, dá um impulso vital ao teu crescimento pessoal e profissional.

Oportunidades
Bootcamp IES powered by INSEAD – Este bootcamp é uma formação intensiva de 48 horas, que te oferece a possibilidade de desenvolver, em equipa, o conceito e desenho de novas iniciativas de Empreendedorismo Social, definir os teus modelos de negócio e planos de implementação e preparar uma comunicação adequada.

Programa Global Entrepreneurs da AIESEC – É um programa de estágios não remunerados, onde poderás fazer parte de startups de todo o mundo e ter a liberdade de tentar, falhar e aprender com isso. Estes estágios têm a duração de 8 semanas a 3 meses, e combinam a experiência de empreendedorismo com a possibilidade de viver fora do país.

Programa Investe Jovem – É uma das soluções do IEFP para o apoio a projetos empreendedores e inovadores, onde a tua candidatura é apreciada com base em conhecimentos de excelência e mérito por parte de Escolas de Gestão de instituições de Ensino Superior. Dá-te apoio financeiro e técnico, desde que apresentes um projeto de investimento e criação do próprio emprego, contribuindo, também, para fomentar o desenvolvimento e crescimento regional e local.

Vodafone Power Lab – É um dos vários programas que promove a inovação e o empreendedorismo. Dele fazem parte várias iniciativas de apoio a startups inovadoras, neste caso ligadas à indústria das telecomunicações e ao mundo digital: um programa de aceleração, um concurso para o melhoramento da vida nas cidades, e um desafio relativo à tecnologia da empresa nos serviços triple play residenciais.

 

O ENRIQUECIMENTO DE COMPETÊNCIAS

Soft skills vs. Hard skills
Alguma vez quiseste saber qual é exatamente a diferença entre eles?
Soft skills – competências comportamentais e que muitas vezes não são lecionadas nas universidades. Comunicação, trabalho em equipa, gestão de tempo são apenas algumas das competências soft que podes trabalhar e que as empresas esperam de ti. Trabalha-os através de cadeiras específicas disponíveis na tua faculdade, ou procura workshops.
Hard skills – competências técnicas previstas nos planos curriculares das universidades, mas que podes e deves reforçar com experiência (através de estágios ou de outras atividades).

Falámos também com Paula Borges, Managing Partner da Leading for Greatness, uma das empresas responsáveis pelo projeto Skills Jovem, do IEFP. No seu entender, os soft skills são “competências interpessoais que permitem melhorar as interações connosco próprios, com os outros e com o mundo em redor. São também um complemento das hard skills e são essenciais para ter êxito no mercado de trabalho, e muito importantes para melhorar a vida pessoal”.

Oportunidades
Skills Jovem – Ajuda-te na transição para o primeiro emprego, ao desenvolver um conjunto de 6 soft skills transversais a todas as profissões: Comunicação, Resolução de Problemas, Autogestão e Autocontrolo, Trabalho em Equipa, Profissionalismo e Liderança. É uma formação acessível a todos, ee permite uma aprendizagem real com base nas melhores práticas internacionais de metodologias formatvas online.

Formações ANJE – A Associação Nacional de Jovens Empresários promove várias formações para o desenvolvimento de competências específicas.

Faz-te Forward – É um programa “à medida de cada jovem”, com formações práticas em grupo em que exploram as competências mais valorizadas pelos empregadores, sessões individuais de coaching, e mentoria com profissionais experientes e ligados a empresas e organizações de destaque a nível nacional.

 

[Texto: Tiago Belim]

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